Servidores e policiais civis entram em choque com a PM em protesto em Brasília

Policiais militares entraram em confronto com policiais civis e outros servidores durante portesto de servidores públicos federais na Praça dos Três Poderes

iG São Paulo |

Agência Estado

Uma grande manifestação de servidores públicos da Justiça e funcionários do Executivo federal em greve bloqueou no início da noite desta quarta-feira o trânsito nas vias que contornam a Praça dos Três Poderes, ou seja, em frente ao Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e Palácio do Planalto. Chegou a haver um início de tumulto quando manifestantes invadiram a pista em frente ao Palácio e tentaram chegar à rampa presidencial. 

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Alan Sampaio / iG Brasília
Policiais usam spray de pimenta para conter grevistas durante confronto em frente ao Palácio do Planalto

Policiais militares e seguranças do Planalto tentaram conter os manifestantes com spray de pimenta e a confusão foi dissipada em poucos minutos. O protesto juntou grevistas de várias categorias, entre eles, servidores da Receita Federal, da Polícia Rodoviária Federal, auditores do trabalho e policiais civis do Distrito Federal. Eles também fizeram um "buzinaço" e soltaram fogos de artifício.

Alan Sampaio / iG Brasília
Correria de seguranças durante a tensa manifestação em Brasília, nesta tarde

Segundo cálculos da PM, mais de 400 pessoas participaram do protesto. Na retaguarda, estava de prontidão o efetivo do Exército que integra o Batalhão da Guarda Presidencial (BGP).

Um pouco mais cedo, e de forma pacífica, manifestantes da Polícia Federal passaram pelo local e seguiram rumo à Esplanada dos Ministérios.

Vaias

Um dos interlocutores mais próximos da presidenta Dilma Rousseff, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, foi recebido com vaias e teve o discurso interrompido várias vezes durante a abertura da Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente, nesta quarta em Brasília.

"Este é um governo que tem responsabilidade, este é um governo que o tempo todo dialogou e em nenhum momento foi dito que não haveria proposta para os trabalhadores. O que não faremos são atos de demagogia, que podem por em risco a economia do País", afirmou, no início do discurso, sob as vaias de um grupo de servidores.

"Lamento profundamente e espero que as centrais sindicais, com quem dialogamos e com quem temos uma relação tensa, mas cordata, chame a atenção desse setor que se nega ao diálogo."

Gilberto foi recebido com gritos de "pelego" e "traidor" por parte do público, que também entoou um coro de: "A greve continua / Dilma, a culpa é sua".

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Concentração de servidores durante manifestação nesta quarta-feira, em Brasília

* Com AE e Agência Estado

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