Protesto de caminhoneiros continua e categoria bloqueia estradas em 4 Estados

Tráfego em rodovias do PR, RJ, RS e SC foi afetado. Trechos da Dutra, no Rio, somam 35 km de congestionamento; categoria age contra lei que regulamenta jornada de trabalho

iG São Paulo | - Atualizada às

Ronaldo Bernardi/Agência RBS/AE
Protesto de caminhoneiros em Três Cachoeiras, cidade do Rio Grande do Sul, nesta terça-feira

O protesto de caminhoneiros continua nesta terça-feira com bloqueios em várias rodovias do País. Até o momento, quatro Estados - Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina - registraram movimentos da paralisação. Desde a semana passada, a categoria realiza protestos e fecha estradas contra a lei que regulamenta sua jornada de trabalho.

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No Paraná, a Polícia Rodovia Federal (PRF) informou que, desde as 7h30, já foram registrados pelo menos seis manifestações. Nos pontos divulgados pelo órgão, os caminhoneiros estão bloqueado a passagem de caminhões de carga. Veículos de passeio e ônibus estão sendo liberados. 

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Seguem os pontos com bloqueios: rodovia PR-323, sentido Umuarama-Cruzeiro do Oeste, na altura do km 303 (entrada da PR-482); PR-082, na altura do km 226, sentido Cianorte a Terra Boa; PR-182, altura do km 458, na cidade de Realeza; PR-180, na região do Trevo, km 437, na cidade de Dois Vizinhos; PR-471, altura do km 222, região de Nova Prata do Iguaçu; PR-151, trecho Pirai-Castro e Castro-Pirai, na altura do km 288.

AE
Caminhoneiros que ocupam a rodovia Presidente Dutra, em Barra Mansa, no sul do Estado do Rio de Janeiro

O Estado do Rio de Janeiro, no momento, é um dos mais afetados. Com as paralisações concentradas na rodovia Presidente Dutra, o trânsito já alcança índices de 35 km de congestionamento. No local, a PRF realiza o monitoramento do protesto e demais veículos circulam, com lentidão, pela faixa da esquerda. Ontem, a rodovia também foi palco de paralisações.

Seguem os pontos com interdições no Rio:  Pindamonhangaba (SP) – Km 85,8, pista SP-Rio – No local há três quilômetros e meio de congestionamento. Resende (RJ) – Km 302, pista SP-Rio – No local há quatro quilômetros de congestionamento. Porto Real (RJ) – Km 290, pista SP-Rio – No local há um quilômetro de congestionamento. Barra Mansa (RJ) – Km 273,5, pista SP-Rio - No local há quatorze quilômetros de congestionamento. Barra Mansa (RJ) – Km 276, pista Rio-SP - No local há doze quilômetros de congestionamento. Piraí (RJ) – Km 228, pista Rio-SP - No local há um quilômetro de lentidão.

Na região de Santa Catarina, persistem seis bloqueios em estradas. O tráfego está parcialmente interditado na BR-282 em três pontos: no quilômetro 605, em Maravilha; no quilômetro 406 em Catanduvas; e no quilômetro 645, em São Miguel do Oeste. Os outros três bloqueios ocorrem na BR-158, no quilômetro 110, em Cunha Porã; na BR-163, no quilômetro 121, em Dionísio Cerqueira; e na BR-480, no quilômetro 123, em Chapecó.

Paulo Dimas/Futura Press
Fila de caminhões pode ser vista nesta manhã na rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro

No Rio Grande do Sul, o protesto causa ainda transtornos para os trabalhadores que não querem aderir ao movimento, em Três Cachoeiras. O presidente do Sindicato Transportadores Autônomos de Bens Três Cachoeiras, Mauro Dias Justo, afirmou que a categoria não está participando do protesto na BR-101, registrado desde a noite de ontem e que já forma filas de cerca de 8 km.

Causas

A categoria protesta contra os baixos valores dos fretes, a falta de segurança nas estradas, o preço do combustível e dos pedágios, a falta de regulamentação da profissão e de uma série de medidas adotadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que, conforme o presidente do MUBC em Minas, José Acácio Carneiro, "acabaram de vez com a categoria".

"O trabalhador paga para rodar. É obrigado a aceitar os fretes baixos, senão não tem dinheiro nem para o diesel", afirmou.

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