Além do Distrito Federal, servidores de Mato Grosso e Rio de Janeiro já definiram que vão parar em 8 de agosto

Valor Online

Os servidores federais do Judiciário no Distrito Federal vão aderir nesta quarta-feira à paralisação dos funcionários públicos, em greve há 41 dias. A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Fenajufe) aprovou no último sábado indicativo de greve para a categoria em todo o País.

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Além do DF, os servidores de Mato Grosso e Rio de Janeiro já definiram a data para o começo da greve: 8 de agosto. Os outros sindicatos estaduais têm até 15 de agosto para definir se aderem ou não ao movimento.

Representantes da Fenajufe e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) terão encontro nesta segunda-feira à noite com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto. A assessoria da CUT informou que a discussão será em torno da demanda da categoria, que reivindica aumento médio de 56%, dependendo do cargo.

"Queremos destravar a negociação e, coincidência ou não, após uma reunião do presidente da CUT, Vagner Freitas, e do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, surgiu a nova proposta para os professores", declarou a assessoria de Freitas, em referência à proposta apresentada pelo governo em 24 de julho.

"Ação forte" contra decreto

As 31 entidades nacionais que representam os servidores públicos em greve realizam nesta quarta-feira reunião para decidir qual medida conjunta adotar contra o Decreto n° 7.777. A medida, publicada pelo governo em 25 de julho, autoriza a substituição dos servidores públicos com atividades paralisadas por funcionários estaduais ou municipais .

Também participam do encontro as três centrais às quais são filiados os sindicatos de servidores públicos - Central Única dos Trabalhadores (CUT), Conlutas e a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). O secretário-adjunto de relações de trabalho da CUT, Pedro Armengol, disse que haverá "algo forte contra a medida" do governo.

No encontro, sindicatos e centrais discutirão como "inviabilizar" o decreto. Armengol acredita que uma ação conjunta teria mais "impacto". Até o momento os auditores fiscais e o Sindicato dos Servidores Públicos no Distrito Federal (Sindsep-DF) disseram que entrariam individualmente na Justiça contra o texto.

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