Ministro pede rigor em investigação sobre morte de agente da PF em Brasília

Investigador Wilton Tapajós Macedo foi morto próximo ao túmulo de seus pais na terça-feira (17). Ele atuou na operação Monte Carlo, que investigou Carlinhos Cachoeira

iG São Paulo |

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta quarta-feira que pediu à Polícia Federal (PF) rigor na apuração do assassinato do agente Wilton Tapajós Macedo, ocorrido ontem (17). Cardozo disse que, antes da apuração dos fatos, é precipitado relacionar o crime à participação do agente na operações da PF.

Wilton Tapajós atuou na operação Monte Carlo que investigou um esquema de jogos ilegais em Goiás, comandado pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso em Brasília desde fevereiro.

O caso:  Investigador que trabalhou na operação Monte Carlo é assassinado em Brasília

“Não vou afirmar nem que há indícios nem que não há [da relação do crime e com a participação do agente em operações] porque qualquer afirmação neste momento seria absolutamente leviana. Estamos tentando elucidar esse assassinato”, disse.

“Vamos aprofundar as investigações e, a partir do que for apurado, tomar as providências”, completou o ministro após participar de evento no Ministério da Justiça.

O agente da Polícia Federal Wilton Tapajós Macedo foi morto com dois tiros na cabeça na tarde de ontem, no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, quando visitava o túmulo dos pais. A Polícia Civil fez uma perícia no local nesta manhã.

Juiz que mandou prender Cachoeira foi afastado por sofrer ameaças

A Federação Nacional dos Policiais Federais divulgou nota em que lamenta a morte do agente e diz acreditar que as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal e pela Polícia Federal apontarão os responsáveis pelo crime. Na nota, a federação também avalia que neste momento é precipitado indicar o que possa ter motivado o assassinato.

Wilton tinha 54 anos, 24 anos na Polícia Federal, onde trabalhava no núcleo de inteligência. Atuou na CPI da pedofilia e também em investigações sobre tráfico de drogas. Deixa três filhos e esposa.

Pessoas ligadas à Monte Carlo já foram alvo de ameaças. O juiz Paulo Augusto Moreira Lima, que comandava o inquérito da operação na 11ª Vara de Justiça Federal de Goiás, deixou o comando do inquérito em junho, depois de comunicar ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que sua família estava correndo risco e sofrendo ameaças veladas . A procuradora da República Léa Batista de Souza, que também atuou na Monte Carlo, igualmente recebeu ameaças.

*com Agência Brasil e AE

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