Servidores da Funai mantêm greve por tempo indeterminado

Paralisação dura 18 dias e, de acordo com sindicato, governo ainda não se manifestou sobre as reivindicações da categoria

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Os servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) anunciaram hoje (9) a continuidade da greve até que o governo apresente proposta de negociação. A paralisação já dura 18 dias. A categoria reivindica reconstrução do plano de carreira, aumento salarial, contratação de novos servidores e melhores condições de trabalho.

Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep-DF), Oton Pereira Neves, o governo ainda não se manifestou sobre as reivindicações dos servidores da Funai, e por isso a greve vai continuar.

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“Os servidores trabalham em péssimas condições. Eles se queixam da falta de equipamentos, exigem a contratação de mais 3 mil funcionários e a mudança para uma nova sede em Brasília, pois a atual está caindo aos pedaços. Enquanto o governo não atender às reivindicações, vamos continuar em greve.”, disse Pereira.

Para a servidora da Funai Thaís Bittencourt, além do reajuste salarial, os servidores querem ser valorizados. “Estamos reivindicando melhor infraestrutura das instalações, principalmente nas coordenações regionais. Há locais que não tem sede, computadores, telefone, internet e meios de transporte, como barcos na Amazônia. Estamos trabalhando em condições precárias. Queremos que novos concursos sejam feitos e que os servidores sejam melhor capacitados para atender aos índios”, ressaltou.

A assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog) informou à Agência Brasil que a pauta de reivindicações dos servidores da Funai está em análise. Segundo o Mpog, mais de 40 sindicatos que representam os servidores públicos federais apresentaram pautas, que estão sendo apreciadas separadamente.

A expectativa é que o governo apresente uma posição sobre os pedidos dos servidores até o dia 31 de julho. O prazo final para responder a todas reivindicações é 31 de agosto, quando o Poder Executivo tem que encaminhar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2013 para apreciação do Congresso Nacional.

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