Bruno admite ter escrito carta para Macarrão

Ex-goleiro do Flamengo negou ter qualquer relacionamento amoroso com Macarrão

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O goleiro Bruno admitiu nesta segunda-feira (9) aos advogados de defesa que escreveu a carta na qual diz a Luiz Henrique Romão, o Macarrão, para usar o plano B . O goleiro, no entanto, teria dito que foi mal interpretado e o que o plano B seria encerrar a relação de amizade entre os dois e não pedir a ele que assumisse a autoria da morte de Eliza Samudio.

O defensor Francisco Sinim disse que Bruno negou ter qualquer relacionamento amoroso com Macarrão, como chegou a dizer o outro advogado do atleta, Rui Pimenta. Para Pimenta, a carta publicada pela Revista Veja desta semana deixava claro "o caso de amor" entre os dois. "O Pimenta se baseou na tatuagem que o Macarrão tem, mas o Bruno deixou claro que a carta queria por fim à amizade entre os dois", afirmou Sinim, no início da noite desta segunda-feira. A tatuagem diz: "Bruno e Maka. A amizade nem mesmo a força do tempo irá destruir, amor verdadeiro".

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De acordo com Sinim, o texto apenas reforça a conversa que o goleiro teve com policiais quando era trazido do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, de avião, em julho de 2010, na qual ele afirmava que, "se Macarrão tivesse mesmo feito isso (matado Eliza), ele estaria traindo uma amizade sincera". "Por isso ele quis encerrar essa amizade e escreveu a carta há cerca de um ano", acrescentou o criminalista. No entanto, em entrevista a uma rede de televisão, o advogado Rui Pimenta voltou a afirmar nesta segunda-feira que Bruno e Macarrão tinham um relacionamento amoroso.

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Na reportagem, ele afirma também que Bruno seria "o parceiro ativo, que gostava de introduzir". Disse ainda que Eliza Samudio participava de orgia com os dois. A reportagem ligou durante todo o dia para o celular de Pimenta, mas ele não atendeu nem retornou aos recados deixados em sua caixa postal.

Na carta publicada pela revista, Bruno diz ao amigo que, depois de conversar muito com os advogados, eles chegaram à conclusão de que "a melhor forma para resolvermos isso é usando o plano B". De acordo com a Veja, o plano A seria negar o crime e o B, Macarrão assumir a culpa para livrar o goleiro da cadeia. Em nota divulgada na noite desta segunda-feira, a Secretaria de Estado de Defesa Social informou que, "nos registros de correspondências enviadas e recebidas por detentos do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Nova Contagem, não consta a carta escrita pelo preso Bruno Fernandes de Souza ao preso Luiz Henrique Ferreira Romão, que foi publicada pela revista Veja".

A nota diz ainda que, "em oitiva nesta segunda-feira, o próprio Bruno disse ter entregado a carta a outro detento da unidade, para que ela chegasse até Luiz Henrique Ferreira Romão. Dessa forma, a correspondência não passou pelos procedimentos formais de envio de cartas". A Secretaria afirma que vai continuar apurando como a carta saiu da unidade prisional. O goleiro Bruno, o primo dele, Sérgio Rosa Sales e o amigo Macarrão, foram pronunciados por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver e aguardam a marcação do julgamento.

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é acusado de ser o executor de Eliza - para a polícia, mesmo sem o corpo ter aparecido, não há dúvidas de que a modelo foi assassinada. Os advogados de defesa já mudaram de versão várias vezes. Primeiro, negaram que Eliza estivesse morta. Depois, admitiram que isso era fato. Recentemente, ganhou força na defesa a estratégia de culpar Macarrão pelo crime, que teria sido cometido "por amor". No domingo, o próprio Rui Pimenta disse que "esse era um caso claro de amor".

Em junho deste ano, o goleiro recebeu da Justiça de Contagem o direito à liberdade condicional referente ao processo em que foi condenado, no Rio de Janeiro, por sequestro e agressão de Eliza. Porém, não foi solto por conta do mandado de prisão em vigor relativo ao inquérito da morte da modelo. A situação de Bruno se complicou após o Ministério Público Federal enviar, também em junho deste ano, um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) no qual afirma que o atleta é perigoso e pode influenciar os outros suspeitos do crime.

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