Zé Gotinha anima a vacinação contra paralisia infantil

Meta do Ministério da Saúde é vacinar 13,5 milhões de crianças. O número representa 95% do público-alvo definido

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Zé Gotinha durante vacinação em Brasília

A campanha de vacinação contra a poliomielite , também conhecida como paralisia infantil, começou movimentada no Distrito Federal, com atendimento em 303 unidades. Neste sábado (16), crianças menores de 5 anos estão recebendo a primeira dose da vacina. Os postos estão distribuídos em hospitais, centros e postos de saúde, escolas, shoppings e supermercados, além de unidades volantes, com funcionamento das 8h às 17h.

O posto da quadra 514 sul, no Plano Piloto da capital, estava enfeitado com bandeirinhas e balões de festa junina para receber as crianças durante o dia de vacinação. As músicas infantis que tocam na sala de atendimento também são uma maneira de tranquilizar e animar os pequenos. Segundo a técnica em enfermagem Angélica Maria da Silva, o objetivo é transformar o posto em um ambiente mais confortável. “A gente também deixou de usar o jaleco branco hoje, porque tem criança que tem pânico disso”.

O bancário Carlos Alexandre levou a filha Cecília, de 1 ano e 6 meses, para tomar as gotinhas. A menina, que chorou durante a vacina, se acalmou depois de ganhar um pirulito das funcionárias do posto. “Ouvi sobre a campanha pelo rádio, mas tinha esquecido. Só lembrei quando vi a movimentação aqui [no posto de saúde] e resolvi trazê-la”.

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Criança é vacinada contra paralisia infantil

Até as 11h, cerca de 230 crianças já tinham se vacinado na unidade da 514 sul. A expectativa da Secretaria de Saúde é imunizar 191.978 crianças, o que corresponde a 95% do público-alvo definido, de 202.083 menores de 5 anos no DF.

As crianças que eram vacinadas no posto da Estrutural, cidade-satélite de Brasília, tiveram a oportunidade de encontrar o Zé Gotinha, símbolo da campanha. A pequena Alessandra, de 4 anos, disse que gostou de tomar a vacina e ainda achou o Zé Gotinha “lindo”. A mãe dela, Josilene Santiago da Silva, destacou a importância da vacinação. “A gente tem de cuidar da saúde das crianças."

No Distrito Federal, serão distribuídas 303.200 doses da vacina oral contra a pólio. Hoje, 2.567 pessoas estão trabalhando na campanha. Este é o 33º ano de campanhas nacionais de vacinação contra a doença. O último caso de poliomielite registrado em Brasília foi em 1987.

Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Sônia Geraldes, o objetivo da campanha é manter o Brasil na condição de país certificado internacionalmente para a erradicação da poliomielite. Ela alerta ainda que o vírus ainda circula em outros países, como o Afeganistão e a Nigéria.

“Tem a chance do vírus voltar. Se tivesse acabado no mundo, não teria problema. É importante vacinar porque ano que vem tem a Copa das Confederações e depois a Copa do Mundo. Vem muita gente de outros países. Por isso, é importante manter a vacinação atualizada”, disse a diretora.

Segundo o Ministério da Saúde, em todo o país estão funcionando 115 mil unidades de vacinação. Pais e responsáveis devem levar o cartão de vacinação das crianças menores de 5 anos para atualização das doses. A primeira fase da campanha segue até o dia 6 de julho.

A meta do ministério é vacinar 13,5 milhões de crianças. O número representa 95% do público-alvo definido, de 14,1 milhões.

Vacinação em São Paulo

O Estado de São Paulo vacinou, até as 11h deste sábado, 348 mil crianças contra a paralisia infantil. É o que aponta levantamento da Secretaria de Estado da Saúde com base nos dados informados pelas salas de vacinação em todo o Estado.

A campanha foi aberta na capital pelo secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, em posto volante no Museu da Língua Portuguesa. Lá, as crianças foram vacinadas e puderam frequentar o museu, além de receber um gibi de prevenção contra queimaduras e uma máscara do Zé Gotinha.

“A vacina é a única forma eficaz de prevenção contra a paralisia infantil. Por isso é importante que os pais e responsáveis levem seus filhos para serem vacinados. São duas gotas que podem salvar vidas”, afirma Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria.

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