IBGE: trabalho infantil ainda atinge 3,4 milhões de crianças em 2010

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, este número representa 530 mil a menos do que em 2000

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou hoje que contabilizou 3,4 milhões de crianças e adolescentes de 10 a 17 anos trabalhando em 2010, 530 mil a menos do que em 2000. Segundo o instituto, os trabalhadores infantis nesta faixa pesquisada de 10 a 17 anos representavam 3,9% das 86,4 milhões de pessoas ocupadas no mercado de trabalho com 10 anos ou mais de idade em 2010.

Em 2000, segundo o IBGE, as crianças e adolescentes de 10 a 17 anos de idade representavam 6% das 65,6 milhões de pessoas ocupadas de 10 anos ou mais de idade. Na faixa entre 10 a 15 anos, 1,6 milhão de crianças e adolescentes trabalhavam, o que equivalia a 1,9% do total de pessoal ocupado no mercado de trabalho em 2010, mas uma redução de 198 mil pessoas ante o contingente nesta faixa etária em 2000 - o que representou um recuo de 10,8% entre 2000 e 2010 no número de trabalhadores, nesta classificação.

Na faixa etária de 16 a 17 anos, eram 1,8 milhão de adolescentes trabalhando, ou 2,1% do total de pessoal ocupado com dez anos ou mais idade, no mercado de trabalho. Mas na comparação com 2000, o número de 2010 representa 336 mil adolescentes a menos trabalhando, um recuo de 15,7% no contingente de trabalhadores nesta faixa etária, entre 2000 e 2010.

O IBGE destacou que, nessa última faixa, o trabalho é autorizado, desde que não seja prejudicial à saúde, à segurança e à moralidade. Já os adolescentes de 14 ou 15 anos só poderiam trabalhar como aprendizes.

No campo

Nas comparações entre zonas urbanas e rural, houve recuo mais intenso no número de trabalhadores crianças e adolescentes em ambientes rurais. Enquanto na área rural o número de crianças e adolescentes de 10 a 17 anos no mercado de trabalho caiu de 1,395 milhão para 1,056 milhão entre 2000 e 2010, o que representou menos 339 mil trabalhadores nesta faixa etária, na área urbana o número de trabalhadores nesta classificação passou de 2,541 milhões para 2,351 milhões no mesmo período, o que representou 190 mil pessoas a menos, trabalhando, nesta faixa etária, em zonas urbanas. Em sua maioria, os trabalhadores infantis no país são meninos.

A parcela de crianças e adolescentes do sexo masculino ocupados no mercado de trabalho foi de 2,065 milhões em 2010, superior à feminina, de 1,342 milhão. No grupo etário de 10 a 15 anos, os meninos representaram 60,3% (ou 964 mil pessoas). Na faixa de 16 ou 17 anos, 60,9% eram meninos (1,101 milhão de pessoas).

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