Aliança para 2014 pesou na decisão do PR de apoiar Serra em São Paulo

Dono do sexto maior tempo de propaganda na televisão, partido diz que apoio a tucano não prejudica aliança com o governo federal

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SÃO PAULO - Cortejado por praticamente todas as siglas que lançarão candidatos à Prefeitura de São Paulo nas eleições deste ano, o PR anunciou nesta segunda-feira que apoiará o ex-governador do Estado José Serra (PSDB) na disputa municipal.

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Agência Estado
PR oficializou o apoio à candidatura de Serra a prefeito de São Paulo

Segundo o presidente estadual do PR, José Tadeu Candelária, dois fatores foram decisivos para que o partido decidisse apoiar o candidato tucano na disputa. "O PR está olhando não apenas para a eleição de 2012, mas para seu futuro. Em 2014, queremos aumentar nossas bancadas de deputados estaduais e federais em São Paulo. E o PSDB se colocou disposto a nos ajudar nisso. É um acordo para agora e para as próximas eleições", assegurou.

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que deve buscar a reeleição ao cargo, e o presidente nacional do PR e ex-ministro do Trabalho, Alfredo Nascimento, participaram do evento.

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Outro ponto que pesou na escolha do PR, segundo seu presidente estadual, foi o acerto para que o PR e os tucanos estejam juntos em uma chapa proporcional para as candidaturas a vereador. "É matemática pura aí. Hoje temos cinco vereadores eleitos. Queremos chegar a sete na próxima eleição. Unir as chapas será bom para nós e para o PSDB", afirmou.

A única dúvida, porém, é saber se a participação do PSD, partido do prefeito Gilberto Kassab, nesta chapa proporcional traria mais benefícios ou prejuízos às siglas em questão. "Vamos calcular com cuidado e ver o que é melhor para todos os envolvidos", afirmou.

O PR é o terceiro partido a aderir à candidatura Serra. Antes, DEM e PSD já haviam manifestado apoio à postulação do tucano. Pré-candidato do PT à sucessão paulistana, Fernando Haddad não fechou aliança com nenhum partido até o momento.

Governo federal

O presidente nacional do PR, senador Alfredo Nascimento (AM), voltou a cobrar maior participação de sua legenda no governo da presidente Dilma Rousseff. Em evento que homologou a aliança do PR ao PSDB do pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, José Serra, Nascimento disse: "Pelo tamanho da nossa bancada, deveríamos ter maior participação no governo.

"Apesar da cobrança, Nascimento afirmou que a decisão de seu partido em apoiar a candidatura de José Serra em São Paulo, em detrimento do PT de Fernando Haddad, não prejudica a aliança com o governo da presidente Dilma Rousseff no plano federal. "Isso não impede que a nossa relação com o governo (Dilma) possa continuar. As decisões são regionais", argumentou.

Segundo o senador, o apoio de seu partido nas eleições municipais está condicionado a uma participação num eventual governo Serra em São Paulo. "Vamos participar da eleição para participar também do governo", disse.

Nascimento concordou com a declaração feita nesta segunda pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que "não haveria razão para ressentimentos" do PR com o PT. "Tenho o maior carinho pelo Lula e pela presidenta Dilma", contou.

O senador minimizou o escândalo que o levou a deixar o Ministério dos Transportes. "Eu estava no lugar errado, na hora errada. Fui surpreendido por esses acontecimentos. Não tenho reclamações a fazer, eu saí porque quis. A presidenta pediu que eu continuasse, mas eu não achei justo afastar uma pessoa que trabalhava comigo e eu continuar a investigar o ocorrido."

Nascimento foi indagado se, caso não tivesse saído do Ministério dos Transportes, o partido seria aliado do PT nas eleições municipais de outubro em São Paulo. "Não sei, depende das conversas que tivessem ocorrido aqui. Nossa coligação com o PT está apenas no plano nacional", tergiversou.

Com Agência Estado

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