Terminam rebeliões em presídios na Paraíba

Segundo o governo do Estado, rebeliões em presídios acabaram com um preso morto e dois feridos

AE |

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Após cerca de 20 horas, a Polícia Militar da Paraíba conseguiu restabelecer na tarde desta quarta-feira a normalidade em três presídios de João Pessoa, onde cerca de 1700 presos se rebelaram na noite de terça-feira. Pelo menos 300 policiais foram acionados pelas secretarias de Segurança Publica e Administração Penitenciária para controlar a situação no Complexo Penitenciário de Segurança Máxima Romeu Gonçalves de Abrantes (PB 1 e PB 2), na praia de Jacarapé, zona sul, e na Penitenciária Flóscolo da Nóbrega, no bairro do Róger, na zona central da capital paraibana.

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Briga entre facções criminosas rivais pelo controle do tráfico de drogas dentro e fora das penitenciárias, segundo o governo do Estado, teriam motivado as rebeliões, que resultaram em um morto e dois feridos . As rebeliões tiveram início por volta das 20h de terça-feira e só foram controladas na tarde desta quarta-feira. No Complexo Penitenciário PB 1 e PB 2, os presos detonaram duas bananas de dinamite que destruíram grades e paredes das celas e pavilhões. Eles também colocaram fogo em colchões. A PM encontrou uma banana de dinamite que não explodiu, um revólver, uma pistola e aparelhos de telefonia celular, usados pelos presos para se comunicarem com parentes e com jornalistas e radialistas.

O secretário da Administração Penitenciária do Estado, Washington França, disse à imprensa que a maior preocupação foi manter o controle da situação sem que ninguém se ferisse. Na penitenciária do bairro do Róger, os presos chegaram a suspender a rebelião por volta da 1h desta quarta-feira e reiniciaram quando o dia estava amanhecendo. A confusão só terminou quando o pelotão de choque da PM invadiu o presídio, no início da tarde.

"A rebelião começou por causa de uma briga entre duas facções. Apenados de uma ala queriam atingir os apenados de outra ala. Então, nos reunimos para contornar a situação", declarou o secretário, embora parentes dos presos digam que as rebeliões foram motivadas por melhores condições de vida dentro dos presídios. Os presos estariam querendo melhor alimentação e fim de maus tratos. O secretário nega maus tratos. A população carcerária da Paraíba é de 8.210 presos. Do total, pouco mais de mil cumprem pena no presídio do Róger, que tem capacidade para 400. Outros 664 cumprem pena no Complexo PB 1 e PB 2, que comporta 700.

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