Crianças e adolescentes estão mais expostos a riscos para a saúde, diz IBGE

Segundo o Censo 2010, 15,1% das crianças de 0 a 4 anos viviam em áreas com esgoto a céu aberto e 6,4% em locais com acúmulo de lixo nas ruas

iG São Paulo |

A população brasileira que vive nas melhores condições de infraestrutura são os habitantes mais velhos e ricos. Em consequencia, a parcela da população em condições mais precárias são as crianças e adolescentes. Esses dados fazem parte do novo pacote de dados do Censo 2010 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira.

O estudo feito em 2010 verificou que crianças e adolescentes estavam mais expostos a situações de risco para a saúde: 15,1% das crianças de 0 a 4 anos viviam em áreas com esgoto a céu aberto e 6,4% em locais com acúmulo de lixo nas ruas. Esses percentuais se mantiveram elevados para os grupos de 5 a 9 anos e 10 a 14 anos de idade: 15,0% e 14,7% conviviam com esgoto a céu aberto, e 6,4% e 6,2% com acúmulo de lixo, respectivamente.

Por outro lado, a população de 60 anos ou mais de idade vivia em domicílios urbanos com as melhores condições. Esse grupo vive em áreas com elevada proporção de iluminação pública (97,4%), pavimentação (86,3%), calçada (75,7%), arborização (72,3%), identificação dos logradouros (64,4%), e menor proporção de esgoto a céu aberto (9,1%) e lixo acumulado nos logradouros (3,8%).

Em relação à acessibilidade, a pesquisa também constatou baixos percentuais para todos os grupos etários. Da população com mais de 60 anos de idade, apenas 5,6% contavam com rampa para cadeirantes no entorno de seus domicílios. Os grupos etários de 0 a 4 anos (2,9%), 5 a 9 anos (2,8%), 10 a 14 anos (2,8%) e 15 a 59 anos (4,0%), apresentaram percentuais ainda mais baixos.

Rendimentos
Como é de se esperar, no que se refere ao rendimento mensal domiciliar, a medida em que aumentavam os rendimentos maior é a incidência de itens de infraestrutura nas cidades. A ocorrência de domicílios com mais de 2 salários mínimos per capita apresentava elevada proporção de iluminação pública (98,6%), pavimentação (94,0%), meio-fio/guia (91,3%), calçada (87,4%), arborização (78,5%), identificação do logradouro (76,9%), bueiro/boca de lobo (58,5%)e de rampa para cadeirante (12,2%) e baixa proporção de esgoto a céu aberto (3,8%) e lixo acumulado nas vias públicas (2,6%).

Já na classe de rendimento de até ¼ de salário mínimo per capita, os domicílios estavam localizados em quadras que apresentavam 91,6% de iluminação pública, 61,7% de pavimentação, 56,8% de arborização, 55,7% de meio fio/guia, 38,6% de identificação do logradouro, 45,4% de calçada, 20,0% de bueiro/boca de lobo e 1,0% de rampa para cadeirante. A incidência de domicílios com esgoto a céu aberto e lixo acumulado nos logradouros era da ordem de 24,9% e 8,2%, respectivamente.

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