Segundo embaixada, investigação concluiu que diplomata teve "comportamento contrário ao regulamento administrativo e à conduta profissional e islâmica"

Um diplomata iraniano foi expulso do Ministério de Relações Exteriores após uma investigação sobre acusações de abusos sexuais no Brasil , indicou nesta segunda-feira o governo iraniano em um comunicado.

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"Após uma investigação sobre as infrações do funcionário da embaixada da República Islâmica no Brasil, foi concluído que seu comportamento era contrário ao regulamento administrativo e à conduta profissional e islâmica", afirmou o texto.

"Por esse motivo, foi condenado à expulsão do Ministério de Relações Exteriores", acrescentou o comunicado. O diplomata, que se estava em Brasília, teve que ir ao Irã durante a investigação.

No começo de abril, o diplomata iraniano foi denunciado por abusar sexualmente de crianças e adolescentes, no Clube Vizinhança, na Asa Sul de Brasília, área nobre da cidade. De acordo com relatos, ele acariciava as partes íntimas de meninos e meninas enquanto mergulhava. Os relatos aos policiais foram feitos pelas vítimas, salva-vidas e parentes das crianças e dos adolescentes.

Em um comunicado em 19 de abril, o porta-voz da Embaixada do Irã havia rejeitado as denúncias definindo-as como “infundadas”. Segundo ele, as notícias sobre o episódio eram “falsas e irreais”. Porém, o governo brasileiro reagiu com veemência. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, determinou o envio de pedido de explicações ao governo do Irã.

* Com AFP e Agência Brasil

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