Imagem positiva do Brasil sofreu queda, diz pesquisa

Índice, calculado entre moradores de 22 países, ficou em 45%; Quênia tem a melhor impressão sobre o país

BBC |

A imagem positiva do Brasil entre pessoas ouvidas em 22 países registrou uma queda de 49% para 45%, entre 2011 e 2012. É o que mostra a pesquisa encomendada pelo Serviço Mundial da BBC realizada no início deste ano pela empresa GlobeScan/PIPA entre 24.090 pessoas que opinaram sobre suas impressões relativas a 16 países e à União Europeia, entre dezembro de 2011 e fevereiro deste ano.

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O índice de 45% foi obtido a partir da média global das impressões dos moradores destes 22 países sobre o Brasil. A média não levou em conta a opinião dos brasileiros, que também foram ouvidos na pesquisa.

O maior índice de pessoas que disse ter uma impressão ''particularmente positiva'', sobre o Brasil se deu no Quênia, com 79%, seguido da Nigéria, com 69%, e pela França, com 63%.

O único país em que o número de pessoas que disse ter uma opinião ''predominantemente negativa'' sobre o Brasil supera a positiva foi o Paquistão, em que o índice negativo foi de 23% e o positivo, de meros 19%.

Tradições e cultura

Na pesquisa realizada no ano passado, a imagem do Brasil havia registrado uma ascensão considerável em relação à edição anterior. O índice dos que julgavam a imagem do país como altamente positiva em 2011 foi 49%, contra 40% em 2010.

Entre os que classificam o Brasil positivamente, 35% justificaram a preferência citando as tradições e cultura do país como sendo o principal motivo. A economia brasileira e os produtos feitos no país foram citados como justificativa por 26% dos que têm uma imagem positiva do país.

Para os que têm uma impressão predominantemente negativa sobre o Brasil, as justificativas foram variadas. Um total de 26% citou a maneira que os brasileiros são tratados. A economia brasiliera foi mencionada por 23% e a política externa foi citada por 22%, o mesmo índice dos que apontaram as tradições e a cultura do Brasil como motivo para ter uma opinião negativa sobre o país.

Vizinhança e Brics

Entre os países do continente americano ouvidos na pesquisa, as percepções sobre o Brasil são bastante positivas. A mais destacada é a do Peru, onde 62% disseram ter uma percepção altamente positiva sobre o país, seguido do Chile, onde 61% têm uma imagem favorável a respeito do Brasil. Mas o índice chileno registou uma queda, já que na pesquisa anterior ele era de 70.

O número de americanos que veem o Brasil favoravelmente registrou uma queda, passando de 60%, em 2011, para 54%, neste ano. Entre os canadenses, no entanto, a imagem do Brasil melhorou de uma edição para outra da pesquisa, passando de 53% para 57%.

Entre o grupo de potências emergentes Brics, inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia e China e que recentemente passou a incluir a África do Sul, as atitudes se mantiveram favoráveis, de maneira geral, e houve melhoras em relação aos índices do país entre os chineses.

Na enquete do ano passado, o número de chineses que tinham uma imagem predominantemente positiva do Brasil estava na faixa de 45%, mas a faixa que possuía uma imagem predominantemente negativa do país era de 43%. Na pesquisa deste ano, houve ligeiro declínio entre os que têm uma imagem altamente favorável do Brasil - um total de 41%, mas o de pessoas que têm uma visão majoritariamente negativa sobre o Brasil caiu para 29%.

Entre os russos, o número de pessoas que julgava o Brasil muito favoravelmente era de 37% em 2011 e ficou na mesma faixa neste ano, com um índice de 38%. Também se manteve estável o número de pessoas na Rússia com uma imagem altamente negativa sobre o Brasil - foi de 5% em 2011 e de 4% na edição deste ano.

Na Índia também as visões a respeito do Brasil se mantiveram estáveis - a imagem do país era altamente favorável para 29% em 2011 e foi de 27% na edição de 2012. A taxa de indianos que tinham uma opinião predominantemente negativa era de 21% e registrou ligeira queda na edição deste ano, passando para 18%.

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