Segundo o IBGE, 32,7% dos brasileiro recebiam até 1 salário mínimo de remuneração em 2010

As pessoas que ganhavam mais de 20 salários mínimos de rendimento mensal representaram 0,9% da população ocupada do País em 2010, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o Censo 2010, a parcela da população que recebe até 1 salário mínimo é de 32,7%.

Os dados da pesquisa do IBGE divulgada nesta sexta-feira, ainda revelam que as pessoas que ganhavam mais de 10 salários mínimos de remuneração mensal de trabalho abrangiam 3,1% da população ocupada.

No País, o rendimento médio mensal de todos os trabalhos das pessoas ocupadas, com rendimento de trabalho, teve crescimento real de 5,5%, de 2000 para 2010, (de RS 1.275 para R$ 1.345) sendo que o incremento no das mulheres (13,5%) foi expressivamente maior que no dos homens (4,1%). Em consequência, este rendimento mensal real de trabalho das mulheres, que, em 2000, representava 67,7% daquele auferido pelos homens, subiu para 73,8% em 2010.

Em 2010, os rendimentos médios mensais de trabalho mais elevados foram os das regiões Centro-Oeste e Sudeste e o mais baixo, da região Nordeste. Este rendimento da região Nordeste representou cerca de 84% daquele da região Norte (que foi o segundo menor) e perto de 60% do encontrado na região Centro-Oeste, que foi o mais alto.

3,1% da população ocupada ganhavam mais de 10 salários mínimos em 2010
Danilo Chamas / Fotomontagem iG sobre SXC
3,1% da população ocupada ganhavam mais de 10 salários mínimos em 2010
O rendimento médio mensal de trabalho teve incremento real, de 2000 para 2010, em todas as regiões, exceto na região Sudeste, que apresentou retração, ainda que insignificante (0,7%). Esta redução decorreu da influência da pequena queda no rendimento médio real de trabalho da parcela masculina (1,7%), uma vez que o da feminina teve aumento (6,5%), ainda que substancialmente menor do que os das outras regiões.

As regiões Norte e Nordeste ainda foram as que alcançaram as maiores participações de pessoas nas categorias sem contrapartida de remuneração (trabalhadores na produção para o próprio consumo e não remunerados) no trabalho principal, na população ocupada, e, em consequência, apresentaram os maiores percentuais de pessoas ocupadas sem rendimento de trabalho (11,9% e 13,6%, respectivamente).

Nessas duas regiões também se encontraram os percentuais mais elevados de pessoas ganhando até 1 salário mínimo de remuneração mensal de trabalho (41,6% e 51,2%, respectivamente), que ficaram em níveis bastante distanciados daqueles das demais regiões (que variaram de 23,4% a 28,9%).

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