Sean fala pela primeira vez após se mudar para os EUA com o pai

Ele é pivô de disputa judicial entre a família brasileira da mãe morta e o pai norte-americano; na entrevista, ele diz que pai é seu melhor amigo

iG São Paulo |

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David Goldman, pai do menino Sean
O menino Sean Goldman, 11 anos, pivô de uma disputa internacional sobre custódia entre o pai norte-americano e a família brasileira da mãe, deu sua primeira entrevista desde o início do caso. Ele falou para a TV norte-americana NBC e a reportagem deve ir ao ar nesta sexta-feira.

Alguns sites dos Estados Unidos anteciparam trechos da entrevista. Segundo a MSNBC.com, Sean disse que o pai, David Goldman, é o “seu melhor amigo”

“Outros pais podem ser apenas pais, mas o meu é mais do que um pai”, disse Sean à NBC.

Saiba mais: STF determina entrega do menino Sean ao pai norte-americano

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Sean durante entrevista para a TV norte-americana
Na entrevista, o menino admite que teve “sentimentos confusos” sobre deixar o Brasil, mas depois que entrou no avião, ele só queria que tudo acabasse.

Desde 2008, Sean é alvo de uma disputa judicial entre a família da mãe - Bruna Bianchi, morta após o parto de sua segunda filha, em 2008 - e David. Bruna era casada com David, morava nos Estados Unidos quando decidiu vir com o filho ao Brasil para visitar a família.

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Posteriormente, comunicou ao marido que não retornaria ao país e que Sean ficaria com ela. David, então, entrou com processos na justiças brasileira e norte-americana para reaver a guarda do filho e usou como argumento a Convenção de Haia, que determina que o fórum para decidir sobre assuntos deste tipo é a Justiça do país de origem da residência do casal.
Com a morte de Bruna, a família dela decidiu não devolver Sean ao pai. Com base na Convenção de Haia, em dezembro de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu a guarda de Sean ao pai.

Sobre sua vida no Brasil antes do pai conquistar a guarda, Sean disse: "Eu não estava com raiva, mas estava confuso", disse, sempre em inglês. "Onde estava meu pai? Eu tinha medo de perguntar."

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