Agentes penitenciários do Distrito Federal fazem paralisação de 24 horas

Categoria reivindica melhores condições de trabalho, reajuste salarial, compra de viaturas e outros equipamentos. Grupo ameaça iniciar uma operação-padrão

Agência Brasil |

Os agentes penitenciários do Distrito Federal (DF) deflagraram nesta quinta-feira paralisação de 24 horas, ameaçando estender o movimento por tempo indeterminado. A paralisação ocorre no momento em que autoridades públicas observam de forma atenta o Complexo Penitenciário da Papuda, no qual desde quarta (18) está detido o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, denunciado em um esquema de corrupção que envolve políticos.

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O presidente do Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciária (Sindpen), Leandro Alan Vieira, disse que a categoria reivindica melhores condições de trabalho, realização de concursos públicos para contratação de mais servidores, compra de viaturas, equipamentos de uso profissional e reajuste salarial.

Vieira disse que os 4.380 agentes do DF atuam no Centro de Detenção Provisória (CDP), Presídio do DF-1, Presídio do DF-2, Presídio Feminino, Centro de Progressão Provisório e Centro de Internamento de Ressocialização. “Desde o ano passado estamos dialogando com o governo e nada foi resolvido, tudo só fica em promessa”, disse Vieira.

“Queremos uma solução e, se não for resolvido o nosso problema, vamos fazer uma operação-padrão e trabalhar conforme o padrão de segurança exige”, acrescentou, indicando uma espécie de operação tartaruga, na qual os servidores cumprem o mínimo de suas tarefas.

De acordo com o presidente Sindpen, o ideal é designar pelo menos três agentes para a escolta de cada preso, atualmente um funcionário apenas faz o trabalho. Segundo Vieira, essa é uma das reivindicações da categoria.

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