Após mais de 24 horas, rebelião termina com um ferido em Aracaju

Detentos liberaram pelo menos 49 reféns nesta segunda-feira; agente penitenciário teve fratura na perna ao tentar fugir

iG São Paulo |

Terminou nesta segunda-feira por volta das 15h30 a rebelião no Complexo Penitenciário Advogado Antônio Jacinto Filho (Compajaf) em Aracaju. Os últimos 21 reféns foram liberados e passaram por triagem antes de deixarem o presídio às 17h. O procedimento visa impedir que algum detento se infiltre entre os familiares mantidos na carceragem deste o último domingo pelos presos.

A rebelião deixou um agente penitenciário ferido. O homem, que tentou fugir, sofreu escoriações e fratura na perna esquerda. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de Sergipe, as negociações resultaram na liberação de 27 familiares e um agente prisional durante a manhã. No começo da tarde foram soltos os últimos 21 familiares e entregues duas escopetas calibre 12, duas pistolas taser, 25 munições e dois carregadores.

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Segundo a PM, os presos pediam melhores condições de tratamento e fim das “sessões de tortura”. Os negociadores informaram que cinco internos foram transferidos para outras penitenciárias do Estado. A Polícia Militar prepara uma vistoria no local em busca de armas e outros objetos.

Cerca de 470 detentos participam da rebelião, que foi iniciada por volta das 14h de domingo (15). Segundo informações da SSP, até as 13h15, os presos mantiveram pelo menos cem reféns, entre eles familiares e dois agentes penitenciários.

A rebelião começou durante o dia de visita, por volta das 14h do domingo, em um dos pavilhões da unidade prisional. Mais de 150 policiais civis, militares e agentes penitenciários foram mobilizados e enviados ao local. Durante algumas horas, segundo a SSP, os internos se utilizaram de materiais metálicos e madeira para destruir parte das instalações internas do presídio. A Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc), responsável pelo sistema penitenciário de Sergipe, afirmou estar colaborando e encaminhando as exigências dos custodiados rebelados.

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