Ministro da Justiça não acredita em novas greves de policiais pelo País

José Eduardo Cardozo afirmou, no entanto, que se necessário homens das Forças Armadas serão enviados para outros Estados

Agência Brasil |

AE
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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, está convencido de que não haverá greves de policiais militares em outros Estados, como ocorre na Bahia. Na avaliação de Cardozo, o movimento nacional perdeu força após a divulgação de conversas telefônicas entre grevistas baianos e policiais e políticos com o intuito de radicalizar a paralisação.

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“O que estamos sentindo é que, depois dos acontecimentos dos últimos dias, há um refluxo do movimento. Acredito que muitos policiais que queriam apenas fazer a reivindicação por salários perceberam que algumas lideranças, que estavam tentando articular um movimento nacional, estavam tentando associá-los à prática de atos de vandalismo e crimes, que são inaceitáveis”, disse o ministro.

“Aquilo que era uma suspeita para alguns transformou-se em certeza. Há uma clara vinculação de alguns líderes do movimento grevista da Bahia e de outros Estados com a prática de atos de vandalismo e criminosos, atos absolutamente injustificáveis. Não se aceita o crime por parte de ninguém. Quando vem de policiais que têm suas armas pagas pelo povo para dar proteção ao povo, fazer com que essas armas sejam utilizadas para ameaçar é algo que não pode ser aceito por ninguém”, acrescentou.

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No interior de Pernambuco, a presidenta da República, Dilma Rousseff, disse que ficou "estarrecida" ao ouvir as gravações telefônicas dos líderes dos policiais amotionados em Salvador, divulgadas quarta-feira (8) pela TV Globo. E, assim como a presidenta, Cardozo também é contra a anistia dos policiais que cometeram crimes durante o motim, como depredação do patrimônio público e incitação à greve. “Quem cometeu atos ilícitos tem que responder [por eles]”, reforçou o ministro.

Com relação à segurança da capital baiana, que vive a expectativa de receber milhares de pessoas para o carnaval, Cardozo assegurou que os 4,5 mil homens das Forças Armadas, da Força Nacional de Segurança e da Polícia Federal continuarão na Bahia “o tempo que for necessário" e que não há data para a saída dos militares.

Em caso de greve da polícia em outros Estados, como no Rio de Janeiro, o ministro garantiu o envio das tropas. “Se houver alguma situação em qualquer Estado, o governo federal terá condições de enviar tropas para garantir a segurança da população”.

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