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Fred Raposo, Lucas Ferraz e Rodrigo Haidar
O Grupo TBA, conglomerado de empresas de tecnologia da informação que presta serviços para o Distrito Federal, deu dinheiro ilegalmente para financiar a campanha do então candidato ao governo do DF José Roberto Arruda em 2006 e também pagou despesas pessoais do governador. A afirmação está no depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais do governo, Durval Barbosa, ao Ministério Público.
O depoimento de Durval e vídeos gravados por ele e entregues ao MP são as principais provas de um esquema de corrupção na cúpula do governo do Distrito Federal investigado em inquérito no Superior Tribunal de Justiça, obtido pelo iG. O ex-secretário diz que há um vídeo que mostra que ele entregou ao próprio José Roberto Arruda, no gabinete da Codeplan, R$ 50 mil em notas de R$ 100. De acordo com Durval, o dinheiro foi obtido da empresária Cristina Boner, proprietária da TBA, para pagar despesas pessoais de Arruda.
Outro vídeo, também de acordo com o depoimento, teria imagens de Durval negociando um contrato emergencial com a empresária Cristina Boner a pedido de Arruda. O contrato seria, na verdade, a doação de R$ 1 milhão para a campanha do governador. Segundo Durval, a doação foi feita por meio do Grupo Comunidade de Comunicação, que edita os jornais Jornal da Comunidade e O Coletivo, para justificar contabilmente a saída do dinheiro da conta da empresa.
O ex-secretário diz, ainda, que o subsecretário de Justiça e Cidadania, Luiz França, aparece em outro vídeo recebendo dinheiro a mando de Arruda. Esse dinheiro também saiu, segundo Durval, das contas da TBA.
Procurada pela reportagem do iG, a empresária Cristina Boner disse que as acusações “não têm pé nem cabeça”. Afirmou que não assinou qualquer contrato emergencial com o governo. Cristina também disse que “isso parece uma disputa político-eleitoral”. A empresária informou que seus advogados irão analisar o processo e se manifestar no momento oportuno.
Veja os trechos a seguir
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