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19/10 -
17:31
, atualizada às 11:40 20/10 -
Redação com Agência Estado
SÃO PAULO - A Polícia Civil do Estado de São Paulo prendeu, nesta segunda-feira, o ex-promotor Igor Ferreira da Silva, de 44 anos, condenado a 16 anos de prisão pelo assassinato da mulher. De acordo com o delegado Marco Antonio Pereira Novaes de Paula Santos, chefe do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), o ex-promotor foi encontrado a partir de uma denúncia anônima. Sem resistir à prisão, foi conduzido ao 31º Distrito Policial (DP), na Vila Carrão, na Zona Leste.
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Igor Ferreira é visto em delegacia, após ser preso |
De acordo com o delegado, Igor foi reconhecido em um comércio do bairro. Foragido desde 2001, ele está mais magro e calvo. Ao ser abordado pela polícia, percebeu que não teria como escapar e se entregou por volta das 15h. A única exigência que teria feito foi a de ir para a delegacia no carro da delegada e não no da polícia.
O ex-promotor desapareceu desde o dia do anúncio da sentença, em 2001. Na mesma data, ele teve os salários e todos os benefícios cortados pela Justiça. O crime teria ocorrido em 1998. Nos últimos anos, ele estaria foragido em uma fazenda localizada no interior do Estado.
Após a detenção, Igor foi reconduzido à sede da 5ª Seccional, no 81º DP, no Belém. Ele antecipou que não pretende dar declarações à imprensa. Ainda na segunda-feira, seguiu para o Instituto Médico Legal (IML) onde realizou exame de corpo de delito, depois, foi levado para o 40º DP, onde ficam os presos que possuem curso superior. Ele passou a noite no local e aguarda para ser transferido, nesta terça-feira, para outra penitenciária.
O caso
De acordo com a sentença, na madrugada de 4 de junho de 1998, em Atibaia, Igor teria matado a mulher Patrícia Aggio Longo, de 27 anos, grávida de sete meses, com dois tiros na cabeça na estrada de um condomínio. Ele alegou, na época, que fora surpreendido por um ladrão, que havia levado Patrícia como refém.
Igor desapareceu em abril de 2001, quando passou a ser procurado pela Polícia Civil. Notícias mostraram, sem comprovação, que ele teria sido visto em Santa Catarina, no Paraná e até mesmo no Paraguai.
A Procuradoria-Geral de Justiça denunciou o promotor por homicídio qualificado e por aborto. Em 18 de abril de 2001, foi condenado a 16 anos e quatro meses de reclusão pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, com imposição de perda do cargo. Foi a primeira vez na história que um promotor foi julgado por homicídio perante o Tribunal de Justiça (TJ).
| Agência Estado |
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| Igor Ferreira da Silva e Patrícia Aggio Longo, em 1998 |
Ex-promotor é preso, após 8 anos foragido
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