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Carol Pires, repórter em Brasília
BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou nesta segunda-feira a anulação de todos os 663 atos secretos editados pela administração do Senado nos últimos 14 anos cuja divulgação tenha desrespeitado o princípio constitucional da publicidade.
Antes desta decisão, Sarney havia pedido a anulação de apenas dois atos secretos: um deles concedia plano de saúde vitalício a todos os servidores que tivessem ocupado cargos de diretoria por, no mínimo, dois anos; e o outro que cedia aumento salarial para 40 diretores.
| Agência Brasil |
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| Sarney determinou a anulação dos atos secretos |
Sarney também determinou nesta segunda que, no prazo improrrogável de 30 dias, a diretoria-geral do Senado apresente relatório à Mesa Diretora explicando as providências que serão tomadas para efetuar o ressarcimento aos cofres públicos de todos os recursos eventualmente pagos de forma indevida, a partir dos atos secretos.
Processo administrativo
Comissão de sindicância criada pelo presidente José Sarney responsabilizou, na semana passada, o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia e o ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi pela edição dos atos secretos. Desde então, os dois ex-diretores e outros cinco servidores da Casa respondem a processo administrativo e podem chegar a ser demitidos do Senado.
A administração do Senado tem se valido da edição de atos secretos para nomear parentes de senadores e aumentar rendimentos de servidores sem que ninguém soubesse. Os atos começaram a ser editados há 14 anos, quando Agaciel Maia foi nomeado diretor-geral pelo senador José Sarney, que na época presidia o Senado pela primeira vez.
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