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Carollina Andrade, repórter em Brasília
BRASÍLIA – A oposição decidiu aumentar nesta quinta-feira a pressão contra o Governo para instalação da CPI da Petrobras. O embate que já dura algumas semanas acirrou pela manhã após a nova denúncia divulgada hoje pelo jornal "O Estado de S. Paulo". De acordo com a publicação, a Fundação José Sarney teria desviado recursos da Petrobrás para empresas fantasmas e outras da própria família do peemedebista
| Agência Senado |
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| José Sarney enfrenta nova acusação |
Segundo o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), a nova denúncia impõe a urgência para instalação da CPI. "Os fatos impõem a necessidade da CPI. Ela não vai investigar apenas Sarney, mas agora o PMDB fica ainda mais obrigado a participar da CPI", disse Agripino na manhã desta quinta-feira.
Para o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP) a denúncia deve ser apurada com “todo rigor”. Entretanto, segundo ele, o fato não atinge a estatal já que ela apenas patrocinava eventos por meio da Lei Rouanet de incentivo à cultura.
"A Petrobras Cultural cuida de acervos e monumentos históricos, a prestação de contas tem que ser feita com o Ministério da Cultura. A execução das atividades deve ter acompanhamento certamente (..) Estou aguardando um pronunciamento da Fundação, mas não vejo inicialmente nenhuma relação direta com o que estamos tratando”, afirmou.
Os líderes do Governo estão reunidos neste momento para discutir uma estratégia em torno do impasse para instalação da CPI. A oposição, por sua vez, aguarda o final do encontro e cobra que haja uma definição de nomes para ocupar o cargo de relator e presidente da Comissão. Caso não haja acordo, a oposição promete entrar com um mandato de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF).
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