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Governistas decidem instalar CPI da Petrobras na próxima terça-feira

09/07 - 12:40 , atualizada às 13:27 09/07 - Carollina Andrade, repórter em Brasília

BRASÍLIA – O líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), informou nesta quinta-feira que a instalação da CPI da Petrobras ficará para a próxima terça-feira. Segundo ele, a decisão da base foi tomada após uma conversa com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

 

Agência Senado

José Sarney enfrenta nova acusação

“Conversamos com o presidente Sarney, ele ponderou e a base acatou. O presidente convocou a instalação da CPI para a próxima semana. A base do governo vai comparecer a reunião às 15h”, disse. Entretanto, segundo informou, ainda não houve acordo sobre a definição de nomes para o cargo de relator e presidente da comissão.

“Os líderes vão conversar com suas bancadas para verificar qual será a composição da Mesa. Não há entendimento com a oposição, portanto não está se combinando jogo nenhum, a maioria do governo vai ser exercida na sua plenitude”, disse o líder após reunião.

Jucá completou ainda que a base está unida e que não vai admitir agressões. “Ninguém vai ganhar no grito. Nós temos que retomar o clima de harmonia, de entendimento e de responsabilidade procurando investigar qualquer tipo de irregularidade e encaminhar soluções não só para punir quem tiver algum tipo de responsabilidade como para evitar qualquer tipo de irregularidade futura”, destacou.

O líder lamentou a postura que a oposição vem adotando sobre o impasse para instalação da CPI. “Lamentamos a postura da oposição e o nível de agressão que vem ocorrendo”. Na quarta-feira, a oposição chegou a ameaçar que entraria hoje com um mandato de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) caso não houvesse acordo.

Os líderes do DEM, José Agripino (RN), e do PSDB, Arthur Virgílio (AM) informaram, na ocasião, que seus partidos só iriam votar o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2010 após a instalação da CPI.

“Não haverá interrupção dos trabalhos até que a CPI da Petrobras seja instalada, já foram feitos todos os gestos de boa vontade pra isso. É nossa obrigação”, disse Agripino

Pressão aumenta com nova denúncia

A pressão da oposição pela instalação da CPI da Petrobras aumentou após nova denúncia contra José Sarney, publicada na edição desta quinta-feira do jornal "O Estado de S. Paulo". Segundo o jornal, a Fundação José Sarney teria desviado recursos da Petrobras para empresas fantasmas e outras da própria família do peemedebista.

O dinheiro seria repassado em forma de patrocínio para um projeto cultural que nunca saiu do papel. Do total de R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís (MA) e até em uma conta paralela que nada tem a ver com o projeto, relata a reportagem.

Antes do anúncio da base aliada, o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), havia dito que a nova denúncia contra Sarney determinava a instalação da CPI. "Os fatos impõem a necessidade da CPI. Ela não vai investigar apenas Sarney, mas agora o PMDB fica ainda mais obrigado a participar da CPI", disse Agripino na manhã desta quinta-feira.

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