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Telefônica não descarta novas falhas no Speedy

06/07/2009 - 19:18 - Agência Estado

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O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, não descarta a possibilidade de ocorrerem novas falhas no sistema de banda larga Speedy enquanto estiverem sendo implantadas as medidas de melhoria da rede que constam do plano de emergência apresentado na semana passada à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A suspensão das vendas do Speedy, imposta pela Anatel e em vigor desde o dia 21 de junho, foi considerada muito rígida pelo presidente da Telefônica, que aponta o cliente como o maior prejudicado.

Valente prestará explicações amanhã aos deputados da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara sobre as panes do Speedy e as medidas que estão sendo adotadas pela empresa. O plano emergencial da Telefônica será cumprido em três etapas, em 30, 90 e 180 dias. Ao final, Valente prevê que a companhia terá a melhor rede da América Latina.

Em entrevista à Agência Estado, o presidente da Telefônica disse que explicará aos deputados que as redes de banda larga têm exigido intervenções diárias para atender ao crescimento da demanda por mais capacidade e velocidade de conexão. Essas intervenções, que se seguirão com mais intensidade nos próximos seis meses, para a implantação do plano de emergência, torna a rede mais exposta a problemas físicos e inclusive a ataques externos, como de hackers. "Nestes primeiros 90 dias, principalmente, a probabilidade de ter problema não é pequena", admitiu.

A empresa promete investir nos chamados DNS, que são equipamentos responsáveis por identificar o site que o usuário quer acessar e então encaminhar a conexão. Os DNS, segundo Valente, sofrem muitos ataques externos. "Vamos provar por fatos e dados que o cliente vai ter um serviço satisfatório", disse Valente sobre sua apresentação na Câmara. Enquanto isso, a Telefônica aguarda uma decisão da Anatel de suspender, pelo menos parcialmente, a proibição.

Nos últimos 12 meses o Speedy passou por quatro panes, a primeira delas e a mais séria, em julho do ano passado, deixou milhares de clientes sem conexão à internet. A falha deixou fora do ar inclusive serviços públicos como os do Detran de São Paulo e o Poupatempo. Já os problemas de velocidade de conexão, apontados na maioria das queixas dos clientes da Telefônica à Anatel, estão relacionados, segundo Valente, ao limite de capacidade das redes que estão disponíveis para as concessionárias de telefonia fixa.

A solução para parte deste problema, segundo ele, poderia vir com a mudança na legislação, para permitir que a Telefônica possa atuar também no setor de TV a cabo em São Paulo, e assim usar a rede de cabo para prestar banda larga. Também é apontada como alternativa a liberação de novas licenças como as que utilizam a tecnologia Wimax de banda larga sem fio. A primeira medida depende da aprovação de um projeto de lei na Câmara e a segunda de decisão da Anatel.

As limitações da rede ficaram mais evidentes, segundo Valente, com o aumento do uso da internet para aplicações mais pesadas, como baixar filmes e vídeos, e o incremento dos acessos às redes de relacionamentos. Neste sentido, segundo Valente, a questão não se resume a investimentos, mas esbarra também em limitações legais. Ele reafirmou que a Telefônica investiu na expansão da rede de banda larga R$ 500 milhões, em 2008, e para este ano estão previstos R$ 750 milhões.

Como ex-conselheiro da Anatel, Valente evitou fazer críticas à agência reguladora. Ele disse, no entanto, que os usuários não deveriam ser prejudicados pelas punições às empresas. A proibição à venda do Speedy paralisou os planos de expansão da Telefônica para cidades paulistas que não dispõem de nenhum serviço de banda larga.




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