06/07/2009 -
17:30
, atualizada às 18:15 06/07 -
Severino Motta, repórter em Brasília
BRASÍLIA - Na primeira vez que usou a tribuna para criticar seu correligionário, presidente do Senado, José Sarney, o senador Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), disse ser preciso “chamar à razão” seu correligionário. Disse também que Lula, ao interferir no Congresso, tomou medidas vistas apenas na ditadura militar, e que sua presunção o leva a desrespeitar a opinião pública e mata o último partido ideológico e pragmaticamente definido.
| Agência Senado |
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| Jarbas criticou Sarney e Lula no plenário |
“[Lula promoveu] Uma ingerência sem limite, vista anteriormente apenas na ditadura militar (...) Constrangendo seus próprios partidários decidiu impor sua vontade imperial, sustentando um presidente do Senado que não tem apoio (...) Presunçoso, acha que sua popularidade lhe dá direito de julgar condutas”, disse referindo-se a Lula.
Jarbas ainda destacou que o presidente Sarney personifica as distorções que ocorreram no Senado nos últimos 15 anos. Devido a isso, acredita, é preciso que ele deixe o cargo para que a opinião pública possa apoiar a reforma administrativa na Casa.
Jarbas ainda criticou o presidente Lula dizendo que sua presunção e suposto direito de julgar condutas o fez absolver mensaleiros e produtores de dossiês eleitorais. “[Lula] Entende que todos aqueles que contribuem para o seu objetivo de poder estão acima da Lei”.
Por fim o senador disse que Lula é o verdadeiro responsável pelo “lamentável nível da atual composição do Congresso”, e que ao interferir “despudoradamente” em sua bancada do Senado, pedindo apoio a Sarney, está matando o “último partido ideológico e pragmaticamente definido” no País.
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