BRASÍLIA - Dias antes da reunião do G-8 na Itália, marcada para a quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que "está vendo pouca coisa acontecer por parte dos países ricos". O grupo reúne os sete países mais desenvolvidos do mundo e a Rússia.
"É preciso cobrar o que decidimos que o FMI [Fundo Monetário Internacional] e o Banco Mundial iriam fazer", acrescentou o presidente, que está na França.
No programa semanal de rádio "Café com o Presidente", Lula afirmou que espera avanços dos países ricos e reiterou que o "grande fórum de discussões das questões econômicas" deveria ser o G-20, grupo que reúne as economias desenvolvidas e emergentes, que tem reunião marcada para setembro.
Dentre os temas que devem entrar em pauta no G-8, o presidente destacou a segurança alimentar e lembrou que, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o número de pessoas que passa fome no mundo deve passar de 1 bilhão este ano. Para ele, o Brasil tem "uma lição a dar" e "experiência" por meio de programas como o Mais Alimentos.
"Vamos chegar [à reunião do G-8] em uma posição confortável de discutir, em condições de igualdade, com os países ricos do mundo. A verdade é que a situação está tão complicada que hoje é muito difícil os países ricos tomarem uma posição que não leve em conta o chamado Bric [grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China], de países emergentes, do qual faz parte o Brasil", disse.
Lula participa nesta segunda de um jantar com o primeiro-ministro português, José Sócrates. Amanhã, o presidente brasileiro se reúne com o chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy.
(Agência Brasil)
