03/07/2009 -
18:22
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Reuters
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está "seguríssimo" da permanência no cargo do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou nesta sexta-feira o líder do PTB, senador Gim Argello (DF). Depois de encontro com Lula, Argello assegurou que a base aliada que dá sustentação ao governo na Casa está refeita.
Sobre a continuidade de Sarney, Argello disse: "Depois de uma conversa de mais de hora entre os dois presidentes (Lula e Sarney) não cabe esta dúvida. Graças a Deus está tudo arrumado".
Argello, aliado do líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), é citado por aliados como possível substituto de José Múcio, também do PTB, no ministério das Relações Institucionais. Múcio é cotado para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).
Reunião entre Lula e Sarney
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| Sarney após a reunião com o presidente Lula |
O senador disse ainda que espera liderar o "processo de normalidade" com apoio da base e de "quem mais estiver interessado". Lula, segundo essa mesma fonte, concordou com as avaliações de Sarney e disse que apoia a disposição do senador de liderar o processo de restabelecimento de normalidade da instituição.
Durante o encontro, Sarney apresentou ao presidente Lula o documento que enumera 36 ações adotadas pela Comissão Diretora para dar eficiência e transparência às decisões administrativas do Senado.
O documento destaca uma economia de aproximadamente R$ 10 milhões por ano nos dois primeiros contratos de fornecimento de mão de obra; a mudança na regulamentação das cotas de passagens aéreas dos senadores, com a economia de 30%; a redução em 10% das despesas gerais do Senado; redução da taxa de juros dos empréstimos consignados para patamar máximo de 1,6% ao mês; e a solicitação à Polícia Federal para que investigue os empréstimos consignados aos servidores, bem como as empresas que o operaram.
Explicações sobre mansão
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Vista aérea da casa de Sarney avaliada em R$ 4 milhões |
Em duas notas enviadas à imprensa, a assessoria de Sarney tentou explicar nesta sexta-feira o fato de uma mansão em Brasília, avaliada em R$ 4 milhões, não aparecer em sua declaração à Justiça Eleitoral em 2006. Na primeira nota, a assessoria informou que a declaração de bens de 2006 havia sido copiada, de forma errada, da declaração para as eleições de 1998. Ao ser informada que as declarações não eram as mesmas, o gabinete de Sarney mudou a justificativa e informou que a propriedade não apareceu na declaração por esquecimento do contador.
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