02/07/2009 -
11:17
, atualizada às 15:35 02/07 -
Severino Motta, repórter em Brasília
BRASÍLIA - Em meio à crise que assola o Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), mandou que um cordão de isolamento fosse instalado para impedir que a imprensa tenha acesso a ele nos cerca de 12 metros que tem de caminhar do elevador ao plenário ou ao gabinete da presidência. De acordo com Chico Mendonça, assessor de Sarney, a situação foi necessária, pois a imprensa “quase derrubou” o presidente na quarta-feira.
Sarney mandou ainda isolar a chamada chapelaria da Casa, no andar inferior do Plenário, desde a garagem até o elevador. A ordem para os seguranças é manter o presidente afastado, evitando a impressão de que estaria acuado ou precisando de escudos humanos para se proteger.
| Agência Brasil |
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| Sarney preside sessão deliberativa no plenário |
O futuro político de Sarney vai ser definido ainda nesta quinta-feira. Ele tem conversa marcada com o presidente Lula para definir se continua na presidência do Senado ou renuncia ao cargo.
Na quarta-feira, o PT, que substituiu o DEM no papel de principal apoiador do presidente depois do PMDB, chegou a sugerir a Sarney que se licenciasse por 30 dias do comando da Casa. Tal fato veio à tona devido à divisão na bancada dos senadores. Apesar disso, o Planalto e a direção do partido obrigaram a bancada a declarar que a tendência é que o PT siga no apoio ao peemedebista.
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