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DEM, PSDB, PDT e PSol pedem afastamento de Sarney

30/06/2009 - 19:33 - Severino Motta, repórter em Brasília

BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (MDB-AP), já conta com quatro partidos pedindo sua licença do cargo. DEM, PSDB e PDT fecharam questão contrária ao mandatário do Congresso nesta terça-feira, posição que foi tomada pelo PSol na segunda-feira. Esses partidos somam 33 senadores, oito a menos que os 41 necessários para votar a cassação de um mandato.


Agência Senado
presidente do Senado, José Sarney (MDB-AP)

O presidente do Senado, José Sarney

Apesar da soma, o número não é preciso. Isso porque na bancada do DEM, de 14 senadores, pelo menos quatro são favoráveis á permanência de Sarney.

No PSDB também há defecções. O vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO) é um dos tucanos que não quer o afastamento. Nos bastidores, tem ponderado que a cadeira da presidência estaria “muito quente” neste momento, e que a crise poderia cair em seu colo caso assumisse o cargo.

Por outro lado, a bancada do PMDB, que apóia Sarney e tem 19 senadores também conta com aqueles que querem a cabeça de Sarney. O exemplo mais notório é Pedro Simon (RS), que está licenciado devido a uma cirurgia no apêndice.

Agência Senado
Antonio Carlos Júnior (DEM - BA), Álvaro Dias (PSDB-PR), líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN)
Antonio Carlos Júnior (DEM - BA), Álvaro Dias (PSDB-PR) e o líder
do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN)

Apesar do fogo contra Sarney, o presidente disse, através de seu porta-voz, que sequer cogita se licenciar do cargo. Senadores do PMDB disseram à reportagem do Último Segundo que o presidente conta com o apoio do Planalto para superar a crise. Também estaria se espelhando no exemplo de Renan Calheiros (PMDB-AL).

O colega teria dito a Sarney que só se manteve vivo no Senado pois enfrentou a crise na cadeira de presidente. Caso contrário, acredita, teria sido cassado num dos diversos processo que respondeu por quebra de decoro parlamentar.

Mais tarde o PT vai se reunir definir ou não o apoio a Sarney. A expectativa é que o partido siga na sustentação do peemedebista. Além das defesas que Lula fez a Sarney, e da dependência do PMDB para a governabilidade e para o pleito de 2010, a líder do governo no Congresso, Ideli salvatti (PT-SC) lançou nota nesta terça-feira rechaçando que a responsabilidade da crise seja imputada a uma só pessoa.

Dessa forma o grupo de Sarney vislumbra uma correlação de forças no Senado, tendo o PT, PMDB, PTB e PR como principal sustentação de seu mandato.





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