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Aumento de casos de 'gripe suína' provoca demora no atendimento em hospital

26/06/2009 - 08:15 - Agência Estado

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SÃO PAULO - O aumento dos casos confirmados de "gripe suína" (rebatizada de A H1N1 pela Organização Mundial de Saúde) já é sentido no principal hospital de referência para o tratamento e diagnóstico da doença em São Paulo. A espera por atendimento no pronto-socorro do Instituto de Infectologia Emílio Ribas chegou a levar mais de duas horas durante todo o dia desta quinta-feira.

 

O movimento cresceu nos últimos dias. “Em relação à semana passada, posso dizer que aumentou mais de 300%”, afirmou um médico ao jornal "O Estado de S. Paulo".

Agência Brasil
Brasil tem 452 casos da doença
No início da noite, na porta do hospital, cerca de 50 pacientes - muitos com máscaras cirúrgicas - aguardavam para ser atendidos. O perfil dos que procuram o hospital mudou. São pessoas que viajaram para o exterior - principalmente para a Argentina - ou que tiveram contato direto com pessoas contaminadas. “Normalmente não procurariam o Emílio Ribas”, diz o médico.

A Secretaria Estadual da Saúde afirmou que houve aumento de demanda no hospital, mas que ninguém deixará de ser atendido. São Paulo tem 142 casos confirmados. A região centro-oeste tem a maior concentração proporcional: 3,42 infectados por 100 mil habitantes.

Em  nota divulgada na noite desta quinta-feira, o Ministério da Saúde informa que o número de casos de "gripe suína" subiu para 452 no Brasil.

O Ministério da Saúde acompanha ainda 310 casos suspeitos da doença e 677 foram descartados. Até o momento, 106 países são afetados pela gripe, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Produção de vacina

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) querem utilizar culturas de células animais para produzir vacinas contra qualquer tipo de gripe. A nova técnica, que prescinde dos ovos, aceleraria a produção da vacina durante uma pandemia.

A indústria farmacêutica Novartis, por exemplo, anunciou para setembro o lançamento de uma vacina específica contra a gripe suína produzida em culturas de células.

Os primeiros testes clínicos com a nova vacina brasileira podem levar, no mínimo, dois ou três anos para começar. Até lá, o Centro de Pesquisas René Rachou, em Belo Horizonte, e o laboratório público Bio-Manguinhos, no Rio, ligados à Fiocruz, pretendem estabelecer a tecnologia para iniciar a produção.

Até o fim do ano, o País, por meio do Instituto Butantã, pretende fabricar doses de vacina usando ovos de galinha.
 

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