25/06/2009 -
09:56
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Redação com Agência Estado
RIO DE JANEIRO - Uma enfermeira da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santa Cruz, onde a menina austríaca Sophie Zanger, de 4 anos, recebeu os primeiros cuidados médicos, relatou à polícia que o quadro da criança era compatível ao de quem sofria constantes agressões. A menina tinha o rosto desfigurado, trauma encefálico, fratura no pulso esquerdo e hematomas novos e antigos.
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Maristela dos Santos (à esq.) deixa a 36ª DP |
Ao ver o estado da menina, a médica de plantão pediu que os seguranças chamassem a polícia e o Conselho Tutelar. Nesse momento, Lílian fugiu da UPA. Sophie foi entubada e a equipe começou a preparar sua transferência. Lílian retornou à UPA com a mãe, o pai e o primo R., de 12 anos, irmão de Sophie. “Os adultos aparentavam indiferença, mesmo após ver o corpo”, disse a enfermeira.
A Secretaria Nacional de Justiça formou uma comissão para acompanhar o caso. Nesta quarta, chegaram ao Rio três representantes para acelerar os procedimentos burocráticos para a liberação do corpo de Sophie e a passagem da guarda de R. para o pai austríaco Sasha Zanger.
Entenda a trajetória da família
Sophie e o irmão de 12 anos moravam com a tia em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. As duas crianças, que nasceram na Áustria, vieram para o Brasil há quase dois anos, acompanhados da mãe, Maristela dos Santos. Ela era casada com o representante comercial austríaco Sascha Zanger, que conheceu em 1993, quando ele passava férias no Brasil. Após dois anos de namoro, o austríaco levou-a para Viena.
Em 2006, o casal se separou por problemas no relacionamento. No entanto, em janeiro de 2008, a ex-mulher do representante comercial pegou os dois filhos e veio para o Brasil, sem a autorização de Sascha. Maristela foi morar na casa da irmã, mas estava desaparecida desde março. Com isso, a tia das crianças conseguiu a guarda provisória dos sobrinhos.
O pai de Sophie disse que pagava uma pensão de cerca de 1.500 euros para os filhos, mas que eles viviam em um barraco, em condições insalubres. “Ela [a tia] só estava vendo os euros. Ela não estava vendo as crianças. Ela não queria cuidar das crianças. A única intenção foi só o dinheiro”, avaliou.
(Com informações do jornal "O Estado de S. Paulo" e Bandnews)
Veja o vídeo sobre o caso:
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