23/06/2009 -
19:42
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Agência Brasil
SÃO PAULO - As crianças e os dolescentes são grandes transmissores da "gripe suína". A constatação é da infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, Maria Cláudia Stockler. Como 50% dos casos estão registrados na população menor de 18 anos, a médica avaliou como “extremamente correta” a decisão de algumas escolas de São Paulo em antecipar as férias de julho, quando constataram casos da doença entre os alunos.
Stockler ressaltou que é “impossível” impedir a disseminação do vírus da gripe pelo mundo, no entanto, é “sempre importante” tomar cuidados para evitar a transmissão da doença.
Ela lembrou que mesmo a gripe comum gera transtornos, por isso, a importância de medidas que já foram incorporadas como “boa educação”, como evitar o espirro sobre as pessoas e lavar as mãos após tossir ou espirrar.
A descentralização do exame laboratorial específico para a gripe suína, que atualmente está presente em apenas poucos hospitais, é uma ação que, de acordo com Cláudia Stockler, seria importante para monitorar melhor o avanço da doença.
A internação dos primeiros casos de gripe suína foi uma atitude que a médica considerou desnecessária. Para ela, a melhor medida seria a de manter os infectados isolados em suas casas.
A coordenadora do Setor de Viroses Respiratórias da Universidade Federal de São Paulo, Nancy Bellei, criticou a decisão das escolas paulistas de antecipar as férias. “Não havia evidência para fechar escola. Isso não tinha sentido epidemiológico”, afirmou. “Você poderia suspender só a turma [atingida] e esperar passar o tempo de incubação”, completou.
Para Nacy Bellei, os diretores dos colégio só tomaram a decisão de antecipar o fim do semestre letivo porque as férias já estavam próximas e seria mais fácil lidar com a “ansiedade dos pais”.
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