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Juiz adia decisão sobre revogação de prisão de mulher suspeita de matar o marido

16/06/2009 - 18:16 - Redação

RIO DE JANEIRO – O juiz da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, Sidney Rosa, informou nesta terça-feira que enviará os pedidos feitos pela defesa de Alessandra Ramalho D´Ávila ao Ministério Público Estadual do Rio antes de decidir se irá acatar ou não as solicitações feitas. De acordo com o TJ-RJ, o magistrado quer avaliar a posição dos promotores do MPE antes de tomar qualquer decisão.

Nesta terça-feira, o advogado Mário de Oliveira Filho, que defende Alessandra D´Ávila, deu entrada junto à 3ª Vara Criminal um pedido de revogação da prisão temporária de cinco dias de sua cliente. Oliveira Filho também pediu a suspensão da cremação do corpo do engenheiro Renato Biasotto Mano Júnior, de 52 anos, para que sejam realizados novos exames.

Na noite de segunda-feira, Mário Oliveira Filho disse que sua cliente confessou ter assassinado o marido, mas que agiu em “legítima defesa”. De acordo com o advogado, Alessandra protegia a sua própria integridade e também a de seu filho, de cinco anos, quando atacou o marido a facadas na manhã do último sábado, no apartamento do casal, localizado em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

"Eles discutiram fortemente por volta das 3h30 e ela passou mal. Quando vomitava no banheiro, ele deu uma gravata nela que a impedia de respirar. Os gritos da briga acordaram a criança, que saiu da cama e pediu para o pai parar com a briga. Quando ele partiu para cima da criança, ela pegou uma faca e o golpeou", contou o advogado.

Foragida

De acordo com Oliveira, ao perceber que o marido estava morto, Alessandra foi a uma delegacia, mas não conseguiu registrar a ocorrência porque estava com a criança chorando e havia outras pessoas que seriam atendidas na frente dela. O advogado informou que a mulher não deve se apresentar enquanto for mantida a prisão temporária pedida pela Polícia Civil.

"Não há motivo para a prisão apenas para que ela preste depoimento. A investigação está concluída e ela não nega que o matou em legítima defesa", afirmou.

O empresário Eduardo Pedrosa, amigo da família, disse à polícia que a relação entre Mano Júnior e Alessandra era bastante conturbada, devido ao ciúme excessivo do engenheiro. Ele teria exigido que a mulher fizesse um exame de DNA quando ela disse que estava grávida dele, para que a paternidade do filho fosse comprovada. Os dois estavam casados há seis anos.

O corpo de Mano Júnior vai ser cremado em um cemitério no Rio. Segundo Eduardo Pedrosa, a data ainda não foi divulgada porque a família espera a chegada de uma irmã do engenheiro, que mora na Austrália.

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