01/06/2009 -
20:36
, atualizada às 12:36 02/06 -
Redação
RIO DE JANEIRO - A jornalista Adriana Francisco Siujs, funcionária da assessoria da presidência da Petrobras, estava no voo AF 447 da Air France que decolou às 19 horas de domingo do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, com destino a Paris, e desapareceu na madrugada desta segunda-feira quando sobrevoava o Oceano Atlântico.
A mãe da jornalista, Vazti Esther Van Siuijs, de 70 anos, afirmou que o último contato que teve com a filha foi pelo celular. Sem poder chegar a tempo no aeroporto para se despedir da filha, a mãe resolveu telefonar para desejar uma boa viagem.
"Eu estou travada. Ao mesmo tempo que eu tenho um coração agradecido por tê-la como filha, eu estou travada porque eu não acredito. Eu sei da ‘pequenês’ do ser humano diante da grandeza de Deus. Eu chorei um pouco no taxi, mas ainda estou com esperanças”, disse Vazti.
Ela conta que a viagem de sua filha estava marcada para o dia 25 de maio e foi adiada para este domingo. Ela seguia para a Coreia do Sul em uma viagem de trabalho. A mãe lamenta que não conseguiu vir ao aeroporto para se despedir da filha por problemas de transporte.
“Eu tive dificuldades de pegar ônibus, porque no domingo tem pouca condução e vi que não dava mais tempo para me despedir dela. Ela me ligou e disse: ‘mamãe, a senhora não vem se despedir de mim?’. Aí eu disse: ‘Adriana, ficou difícil pegar ônibus, mas de qualquer forma, nenhuma mãe tem uma filha melhor que você, você não parece desse mundo, você é a melhor filha do mundo, nenhuma mãe tem uma filha como você‘”, se emociona, ao lembrar das últimas palavras ditas à filha em uma ligação telefônica.
(*com informações da Agência Brasil)
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