11/05/2009 -
08:59
, atualizada às 14:37 11/05
Redação com agências
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que a gripe suína (rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS) é “grave”, mas afirmou que a doença não é “do tamanho que parecia ser”. Segundo ele, a entrada de pessoas no país está sendo “bem monitorada” e os cuidados do Ministério da Saúde serão redobrados nos próximos dias.
“A gente vai intensificar a vigilância e, ao mesmo tempo, intensificar o tratamento das pessoas que estão doentes. Estamos cuidando para evitar que se alastre em outras pessoas”, disse nesta segunda-feira em seu programa semanal "Café com o Presidente". Lula afirmou que não deve haver pânico entre a população. “O que as pessoas devem ter é cuidado.”
No domingo, dois novos casos de gripe suína foram confirmados no Brasil – um no Rio de Janeiro e um no Rio Grande do Sul., o que eleva para oito o número de pessoas contaminadas – seis em viagens internacionais e duas dentro do território brasileiro.
Pacientes internados
O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) do Rio de Janeiro divulgou, nesta segunda-feira, um boletim sobre o estado de saúde dos três pacientes com "gripe suína" internados no local.
O primeiro deles está no seu oitavo dia de doença e está com "excelente estado geral". Segundo o hospital, ele permanece internado para completar o período de isolamento.
O segundo está no sétimo dia da doença e sem febre há 48 horas. Ele teve uma melhora discreta no quadro respiratório e segue internado.
O último está isolado e internado desde o dia 9 de maio. Está estável e sem febre há 36 horas. Teve uma melhora no seu quadro pulmonar, segundo o hospital.
Farmacêuticas
O Ministério da Saúde brasileiro quer discutir com as empresas farmacêuticas Roche e GSK o licenciamento voluntário dos medicamentos oseltamivir e zanamivir, antivirais protegidos por patentes no País e que, segundo a Organização Mundial da Saúde, tratariam a gripe suína. A Roche, em razão da ameaça de pandemia de gripe aviária, já vendeu ao Brasil 9 toneladas da matéria-prima de sua droga, o oseltamivir. A discussão agora será sobre como fabricar o produto acabado.
“Nós vamos ter uma conversa com a Roche sobre um conjunto de assuntos, preços, doses, produto acabado, cooperação em termos de licenciamento voluntário. Vamos ter uma conversa ampla. E vamos ter a mesma conversa com a GSK”, disse ao jornal "O Estado de São Paulo" o secretário de Ciência e Tecnologia do ministério, Reinaldo Guimarães.
Grupo que viajou com infectado chega ao Rio:
Leia também:
"Gripe suína" no Brasil
Entenda a "gripe suína"
Leia mais sobre: gripe suína
Publicidade