11/05/2009 -
16:56
, atualizada às 16:56 11/05
Severino Motta
BRASÍLIA - O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna, disse nesta segunda-feira, após reunião do grupo interministerial de acompanhamento da "gripe suína" (rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS) , que o Brasil está negociando a compra de 800 mil tratamentos (cada um composto de 10 comprimidos) para a doença. Atualmente, o País conta com 12,5 mil tratamentos prontos para o uso e outros nove milhões em estado bruto, que precisam de processamento antes da utilização.
De acordo com Penna, a compra do medicamento pronto faz com que o Brasil fique com uma reserva estratégica dos tratamentos. Isso porque, como o material é armazenado em tonéis, a validade do medicamento é ampliada em até quatro anos.
“Com a queda da mortalidade, mexer no medicamento [bruto] faz com que ele vença em 2012. No Estado bruto a validade vai até 2016. [Com isso preservamos o remédio] para uma eventual onda de emergência”, disse Penna.
Como a compra está em fase de negociação, ainda não há data para a chegada dos primeiros lotes do tratamento. A entrega será sequenciada de acordo com cronograma do Ministério da Saúde. A medida visa evitar que medicamentos percam a validade antes de serem usados.
Penna ainda informou que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fez um pedido para a Organização Mundial de Saúde, para que tratamentos sejam entregues para a missão de Paz no Haiti, que é composta basicamente por brasileiros. Mesmo o País não tendo apresentado nenhum caso da doença, 30 mil foram enviados.
Pandemia próxima
De acordo com Penna, a Organização Mundial de Saúde (OMS) deve elevar o nível de alerta de cinco para seis a qualquer momento, confirmando a pandemia da influenza A. Apesar disso, disse, não vai haver nenhum tipo de de alteração na rotina brasileira, uma vez que o País já tomou todas as medidas de seu plano de contingenciamento.
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