27/04/2009 -
09:26
, atualizada às 11:34 27/04
Redação com agências
SÃO PAULO - O sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, foi formalmente indiciado nesta segunda-feira pela Polícia Federal no inquérito Satiagraha.
O banqueiro foi indiciado pelos supostos crimes de gestão fraudulenta, formação de quadrilha, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e empréstimo vedado.
| AE |
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| Daniel Dantas deixa a sede da Superintendência da Polícia Federal |
Ao longo das investigações, a PF encontrou indícios de crimes antecedentes, supostamente praticados pelo Grupo Opportunity: contra a administração pública, delitos praticados por organização criminosa e contra o sistema financeiro nacional. Esses três últimos sustentam o indiciamento por lavagem de dinheiro.
Preso por duas vezes em 2008, durante as investigações da Operação Satiagraha, Dantas prestou depoimento nesta segunda-feira na sede da PF em São Paulo, entre 7h55 e 8h25. Orientado por seu advogado, ele se manteve em silêncio durante o depoimento.
“Houve indiciamento formal dele e nos colocamos à disposição [da PF]", disse o advogado do banqueiro, Andrei Schmitt. Ele reclamou da divulgação do indiciamento pela imprensa antes de ocorrer formalmente. “Não há exercício de defesa com indiciamento já pronto”, criticou.
Segundo o advogado, o Supremo Tribunal Federal (STF) assegurou à defesa de Dantas acesso irrestrito às provas coletadas pela Polícia Federal. De acordo com Schmitt, até que elas sejam incorporadas aos autos, a defesa permanecerá em silêncio.
"É direito da defesa ter conhecimento integral da investigação. Ele se prontificou a falar, desde que sejam juntadas todas as provas", acrescentou.
Também devem depor à PF, entre esta segunda e terça-feira, o presidente do Banco Opportunity, Dório Ferman, o vice-presidente Carlos Rodenburg, a irmã de Dantas, Verônica Dantas, e os executivos Daniele Ninio, Arthur Joaquim de Carvalho, Eduardo Penido Monteiro, Norberto Aguiar, Maria Amália Delfim de Melo Coutrim e Rodrigo Bering de Andrade.
O procurador da República Rodrigo de Grandis, acusador de Dantas, acompanha os interrogatórios, conduzidos pelo delegado Ricardo Saadi, especialista da PF em investigações de crimes financeiros. Saadi assumiu o comando do inquérito quando o delegado Protógenes Queiroz foi afastado do caso.
(*Com informações das agências Estado e Brasil)
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