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Ligação anônima avisou sobre erro em cirurgia do cérebro

09/03/2009 - 07:54 , atualizada às 08:54 09/03 - Agência Estado

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A dona de casa Verônica Cristina do Rego Barros, de 31 anos, morta no sábado após um suposto erro médico - ela teria sido operada do lado errado do cérebro - só foi submetida a uma segunda cirurgia após sua família, alertada por um telefonema anônimo, avisar o hospital sobre o equívoco.

A segunda operação - dessa vez, no lado correto do cérebro -, realizada na quinta-feira, não deu resultado e a paciente morreu.

O corpo foi enterrado no domingo no Rio de Janeiro. Inconformados, parentes afirmaram que vão processar o Estado. Ela deixou uma filha de 8 anos e um filho, de 11.

Verônica foi internada no Hospital Estadual Getúlio Vargas, zona norte do Rio, na noite do dia 1º, depois de sofrer duas convulsões em razão de uma queda no banheiro, em que bateu com a cabeça.

Na unidade, passou por uma tomografia que indicou um coágulo no lado esquerdo do cérebro. No dia seguinte, o neurocirurgião Pedro Ricardo Mendes abriu o lado direito do crânio. Durante essa primeira cirurgia, Verônica teria tido cinco paradas cardíacas.

Três dias depois, o marido de Verônica, Giovani Mattos Dornelles, de 38 anos, recebeu uma ligação anônima. Uma pessoa que dizia ser da equipe de neurocirurgia do hospital se dizia “indignada e inconformada” com o ocorrido.

“A pessoa me falou: ‘pegue o prontuário, os exames, e vá à direção do hospital. O que estão fazendo com ela é um absurdo.’ Se essa pessoa não tivesse ligado, a Verônica ia morrer por causa de um erro e ninguém ia saber. Eles erraram e encobriram o erro”, disse Dornelles.



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