09/02 - 17:03 , atualizada às 20:43 09/02 - Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O deputado Edmar Moreira (MG) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na tarde desta segunda-feira, desfiliação do DEM. Ameaçado de expulsão pelo partido após a divulgação de que ele é dono de um castelo avaliado em R$ 25 milhões - não-declarado à Justiça Eleitoral -, Moreira tenta manter seu cargo na Câmara dos Deputados.
Como o TSE entende que os mandatos pertencem aos partidos e não aos eleitos, Edmar Moreira tenta salvar seu cargo sob o argumento de que é “perseguido” pelo partido, uma vez que, em casos de alteração da matriz ideológica do partido ou perseguição política, o tribunal costuma dar ganho de causa aos parlamentares.
No pedido de desfiliação, Moreira alega que o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), e o líder do partido na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), declararam à mídia a vontade de expulsá-lo da legenda. O deputado se diz ainda “vítima de um inefável processo de execração pública capitaneado pelo seu próprio partido”. Nesta terça, a Executiva do DEM tem uma reunião para decidir o futuro do parlamentar.
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Vista aérea do castelo construído em São João do Nepomuceno |
Além de não ter declarado à Justiça Eleitoral o castelo que possui em São João Nepomuceno, cidade da região da Zona da Mata, no Sul de Minas Gerais, avaliado em R$ 25 milhões, Edmar Moreira também é suspeito de apropriação ilegal de contribuições do INSS. No domingo, ele renunciou, em carta entregue ao presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), ao cargo de 2º vice-presidente. Até a próxima quarta-feira, deve haver nova eleição para preencher o cargo.
A bancada do Psol estuda ainda protocolar um pedido de cassação do mandato de Moreira no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar. Se condenado por seus pares, o deputado pode ficar inelegível por oito anos.
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