04/02 - 11:07 , atualizada às 13:11 04/02 - Redação com agências
BRASÍLIA - Os recursos para o desenvolvimento dos projetos incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal até 2010 serão ampliados em R$ 142,1 bilhões, atingindo R$ 646 bilhões, informou a Casa Civil nesta quarta-feira.
Os ministros Guido Mantega (Fazenda), Dilma Rousseff (Casa Civil), e Paulo Bernardo (Planejamento) apresentaram, em Brasília, o balanço do 2º ano do PAC.
De acordo com o governo, a divisão destes novos recursos será feita da seguinte maneira: a área de infraestrutura social e urbana ficará com R$ 84,2 bilhões, seguida por projetos de logística, que receberão R$ 37,7 bilhões, e o setor energia, que terá R$ 20,2 bilhões.
Segundo o balanço apresentado, no ano de 2008 existiu uma dotação orçamentária de R$ 18,9 bilhões para o PAC. Deste montante, R$ 17 bilhões foram empenhados e R$ 11,4 bilhões foram pagos, sendo que R$ 7,6 bilhões corresponderam aos restos a pagar de 2007. Em comparação com o ano anterior, os valores pagos em 2008 cresceram 55%.
Ainda segundo o governo, os recursos para obras que vão além de 2010 foram ampliados em R$ 313 bilhões, passando a R$ 502,2 bilhões. Desse modo, os recursos totais do PAC, criado há dois anos, aumentaram para R$ 1,148 trilhão.
No início da tarde desta quarta-feira, Dilma Rousseff disse que, independentemente dela ser candidata em 2010, o desejo do governo é de que o próximo presidente possa garantir que não haverá mais interrupções nos investimentos no País.
Questionada se ela tem o desejo de suceder Lula, Dilma disparou: “Essa resposta você não arranca de mim nem amarrada”. Dilma é a candidata escolhida por Lula para a disputa em 2010. Entretanto, a decisão depende de discussão no Partido dos Trabalhadores (PT).
PIB 2009
Durante a apresentação do balanço do PAC, Mantega afirmou também que a expectativa do governo é de que o PAC represente 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. Em 2006, antes do PAC, os investimentos do governo federal em infraestrutura representavam 0,64%. Em 2007, primeiro ano do PAC, o percentual subiu para 0,73% e, no ano passado, alcançou a marca de 1%.
Mantega declarou ainda que a expectativa é de que investimentos da Petrobras representem 1,4% do PIB em 2009. Entre 2006 e 2008, o índice passou de 0,76% do PIB para 1,1%.
O aumento na aplicação de recursos ajudou o PIB a crescer 2,7%, em 2006, e 5,4%, em 2007. Até o terceiro trimestre de 2008, o PIB cresceu 6,4% comparado ao mesmo período do ano anterior.
Até dezembro de 2008 o governo monitorou 2.378 ações do PAC. Destas, 2% se encontram em situação preocupante, 7% no nível de "atenção" 80% estão em ritmo adequado e 11% delas estão concluídas.
(*Com informações de Severino Motta e Carollina Andrade)
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