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Vigilância Sanitária descarta possibilidade de dengue em Santa Catarina

21/12/2008 - 02:52 - Agência Brasil

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Brasília - Com a chegada do verão, a possibilidade de uma epidemia de dengue preocupa autoridades e especialistas sanitários em diversos estados. Um dos principais motivos é o alto índice de infestação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, em regiões metropolitanas. Uma das conseqüências diretas das chuvas durante o verão é o aumento da contaminação pelo mosquito, o que chegou a provocar um grande surto no Rio de Janeiro, no ano passado.

Santa Catarina é o único estado brasileiro onde não circula o vírus da dengue, disse o diretor da Vigilância Sanitária Estadual, Luís Antônio Silva. “Apesar das enchentes que têm ocorrido em Santa Catarina, o quadro epidemiológico aponta para a perspectiva de não ser introduzido no estado o vírus da dengue no ano de 2009.”

Segundo Silva, o Rio Grande do Sul teve uma situação de transmissão no ano passado – foram aproximadamente 200 casos. “Eles fizeram ações de contenção e de controle e conseguiram voltar à condição de não-transmissão local. Em 2008, no Rio Grande do Sul, não houve transmissão de dengue, assim como em Santa Catarina. A diferença é que, em 2007, principalmente na região noroeste gaúcho, houve uma situação bastante localizada com transmissão.”

Sobre as enchentes, Silva destacou que a preocupação continua sendo a leptospirose. “Estamos no auge do período da incubação, que é de um a 30 dias. A prioridade tem sido o diagnóstico e o tratamento da leptospirose. As outras doenças, de um modo geral, são infecto-contagiosa ou transmissíveis por água e alimento.” Ele informou que houve apenas um episódio localizado em Ilhota (SC), onde cerca de 60 pessoas consumiram durante algum tempo água que não era potável e tiveram um surto de diarréia.

Silva disse que é importante a colaboração da população catarinense e que o poder público – prefeituras, secretarias municipais e governo estadual – faça sua parte do ponto de vista das ações, atividades de monitoramento e controle e vigilância do mosquito Aedes aegypti.

“Sem a participação da população, isso [controle da dengue] se torna difícil, ou quase impossível.” O alerta fica para que a população catarinense continue fazendo sua parte, principalmente não deixando criadouros naturais [do mosquito], como garrafas, pneus e latas, em terrenos baldios, para evitar a proliferação do Aedes aegypti, afirmou Silva.

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