iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Kotscho lembra, 40 anos depois, a noite em que o Brasil conheceu o AI-5

10/12/2008 - 21:29 - Redação

Ricardo Kotscho, repórter especial e colunista do iG, publica nesta quinta-feira em seu blog um texto sobre os 40 anos do Ato Institucional número 5. O decreto foi uma espécie de "golpe dentro do golpe" e endureceu a repressão exercida pela ditadura militar dentro do País. 

 

O AI-5, como o documento ficou conhecido, entrou em vigor no dia 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva. A lei foi revogada em dezembro de 1978, pelo presidente Ernesto Geisel.

Ela permitia ao presidente decretar o recesso do Congresso Nacional, intervir nos Estados e municípios, cassar mandatos parlamentares, suspender, por dez anos, os direitos políticos de qualquer cidadão, decretar o confisco de bens considerados ilícitos e suspender a garantia do habeas-corpus. Também aumentou a censura aos veículos de comunicação.

O Congresso foi fechado tão logo o AI-5 foi promulgado. A reunião ficou conhecida como a "missa negra" do golpe de 1964. Com o ato institucional, as liberdades foram revogadas no País.

O País vivia momentos tensos. Grupos de esquerda se armavam contra o regime e praticavam atentados. Havia tortura nos porões da ditadura. Mas a gota d'água foi o discurso do deputado Márcio Moreira Alves, do MDB, na Câmara, nos dias 2 e 3 de setembro. Ele pediu que o povo não participasse dos desfiles militares do 7 de Setembro e para que as moças, "ardentes de liberdade", não saíssem com oficiais.

O governo afirmou que que o pronunciamento era uma ofensa intolerável  e pediu ao Congresso a cassação do deputado. A Câmara se recusou. No dia seguinte foi baixado o AI-5.

Kotscho acompanhou esse acontecimentos de perto. Ele era repórter do jornal "O Estado de S.Paulo". O veículo apoiou o golpe, mas se opôs ao AI-5 e às arbitrariedades do regime. Desta maneira, se tornou uma das vítimas mais visadas pela censura. Nesta quinta-feira, o colunista do iG conta a experiência de ter vivido aqueles momentos de perto.





US Multimídia


Publicidade


Matérias Relacionadas

Repórter especial do iG Ricardo Kotscho vence prêmio da ONU

Pobre Alckmin, a solidão do candidato zen tudo

Justiça é só para quem tem bons advogados?

Na próxima semana, o "Balaio do Kotscho"


Enquete


 

Contador de notícias