03/12 - 13:19 - Redação
SÃO PAULO - A operação Satiagraha, da Polícia Federal, foi desencadeada no dia 8 de julho, com cerca de 300 policiais cumprindo 24 mandados de prisão e 56 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador. Veja a cronologia do caso.
8 de julho - Autorizada pelo juiz Fausto De Sanctis, a Operação Satiagraha, comandada pelo delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, prende 17 pessoas, entre elas o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas.
9 de julho - O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, decide conceder habeas-corpus a Daniel Dantas, sua irmã Verônica Dantas e mais nove pessoas presas na operação.
10 de julho - Daniel Dantas é solto pela manhã. À tarde, um novo pedido de prisão preventiva do banqueiro é aceito e Dantas é levado novamente à carceragem da sede da Polícia Federal em São Paulo.
11 de julho - O ministro Gilmar Mendes concede o segundo habeas-corpus e revoga a prisão preventiva do banqueiro, que é libertado novamente.
14 de julho - Após reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” que noticiava a possibilidade de Mendes ter sido “monitorado” pela Polícia Federal a pedido da Justiça, Protógenes se reúne em São Paulo com seus chefes. No encontro, segundo a revista “Veja”, o delegado revelou que a PF tinha um “trabalho de inteligência” que apontou que o habeas-corpus seria concedido por Mendes.
15 de julho – Protógenes deixa o caso.
Agência Brasil

O delegado Protógenes Queiroz, à direita
30 de agosto – A Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, abre investigação para averiguar se houve participação ilegal de agentes da Abin no suposto grampo ao ministro Gilmar Mendes na operação comandada por Protógenes.
1º de setembro – A divulgação de grampo em Gilmar Mendes provoca o afastamento do diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda, ex-dirigente da Polícia Federal.
11 de setembro – Na CPI dos grampos, um diretor da Abin diz que 52 agentes atuaram na Operação Satiagraha.
17 de setembro – O diretor afastado da Abin Paulo Lacerda admite que 56 agentes da Abin agiram na Operação Satiagraha.
5 de novembro – A Polícia Federal investiga supostos vazamentos à imprensa e cumpre mandados de busca e apreensão na casa de Protógenes.
12 de novembro – A CPI dos Grampos aprova as convocações do delegado Amaro Vieira Ferreira e do procurador da República Roberto Dassié para deporem sobre o vazamento de informações.
17 de novembro – A Justiça Federal proíbe a Abin de acompanhar os trabalhos da Polícia Federal. O juiz Fausto Martin De Sanctis afirma que as escutas telefônicas autorizadas pela Justiça não alcançaram o STF. No mesmo dia, o ministro da Justiça, Tarso Genro, solicitaram por meio da Advocacia Geral da União (AGU) que a Abin acompanhe a investigação.
AE

O juiz federal De Sanctis
19 de novembro - Dantas é ouvido como réu pelo juiz De Sanctis. A defesa de Dantas tenta adiar o fim do processo. Quer ter acesso a novos documentos da investigação e que Paulo Lacerda e o delegado Protógenes Queiroz fossem ouvidos como testemunhas.
27 de novembro - O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, disse que Protógenes foi afastado da Operação Satiagraha por ser partidário. O PSOL fez diversos atos de desagravo ao policial pelo País.
1º de dezembro - O delegado Protógenes diz que a PF pediu nova prisão de Dantas.
2 de dezembro - Justiça nega acesso de Dantas a inquérito. De Sanctis, da 6ª Vara Federal de São Paulo, condena Dantas a 10 anos de reclusão pelo crime de corrupção ativa. O ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz e o professor universitário Hugo Chicaroni foram condenados a 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão.
Agência Brasil

Banqueiro Daniel Dantas na CPI
Saiba mais sobre Operação Satiagraha
Publicidade
Psol reúne manifestantes em frente ao STF em defesa de Protógenes