03/12 - 12:06 - Agência Brasil
BRASÍLIA - A deficiência de saneamento básico principalmente nas cidades do Sudeste, agravada com a chuva dos últimos dias, aumenta o risco de contaminação por doenças infecto-contagiosas, como hepatite A, leptospirose e dengue. É o que afirma o infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Edmilson Migovisk.
"Em uma situação como essa, o fornecimento de água está prejudicado e o esgoto também. Infelizmente, a água contaminada é veículo para muitas doenças", disse Migovisk, em entrevista à Rádio Nacional, na manhã desta quarta-feira (3).
Para diminuir as chances de contaminação, o especialista recomenda menor tempo de exposição à água das ruas e de áreas alagadas. É preciso também ter cautela no consumo de água e alimentos. "É muito importante o uso de galochas e plásticos que de certa forma possam impedir que essa água contaminada entre em contato com a pele. Também a ingestão de água filtrada e alimentos bem cozidos.”
De acordo com o infectologista, os sintomas das principais doenças que atingem as áreas alagadas são semelhantes. Febre, mal-estar, dores no corpo e olhos amarelados (icterícia) são alguns deles. No caso da leptospirose, pode haver um quadro de insuficiência renal, que se agravado, causa morte. A hepatite A também se destaca pelo comprometimento do fígado.
Ele enfatiza que, apesar do sentimento de aflição em ver seus bens materiais levados pelas enchentes, o importante nesse momento é a população atingida pela catástrofe preservar sua saúde. "Com saúde, você reconstrói.”
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