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Para procurador, banqueiro merece 12 anos de prisão

02/12 - 18:57 - Carolina Garcia, do Último Segundo

SÃO PAULO - Em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira na Procuradoria da República, em São Paulo, o  procurador Rodrigo De Grandis disse que a pena máxima por corrupção ativa é de 12 anos e que, como Daniel Dantas foi mandante do crime, entende que “ele poderia ter sido condenado à pena máxima".

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"Os acusados demonstraram desprezo às instituições públicas ao oferecer propina a um delegado da Polícia Federal”, disse o procurador. Dantas foi condenado a 10 anos de prisão por corrupção ativa, ao tentar subornar um delegado da Polícia Federal por meio de Humberto Braz, braço direito de Dantas e executivo do banco Opportunity, e do professor universitário Hugo Chicaroni.

De Grandis disse que vai entrar com recurso para alterar a sentença. Ele defende a tese de que Humberto Braz deva acompanhar o processo em regime fechado e ter sua pena de 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão aumentada, pois teve participação mais ativa no crime.

Ao ser questionado sobre as críticas que a defesa de Dantas fez à atuação do juiz Fausto De Sanctis, o procurador disse que “o processo tramitou regularmente, dentro do caso de lei, todas as alegações da defesa eram infundadas e visavam prejudicar o processo".

De Grandis ainda disse o argumento de que a participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) nas investigações invalidaria as provas reunidas não se aplica neste caso, pois não houve participação da Abin na investigação.

O procurador disse que o julgamento será em até 6 anos, caso a defesa entre com recurso e o processo for tratado como prioridade.  “Sendo otimista, esse prazo pode variar de cinco a seis anos”, diz De Grandis.

Segundo o promotor, o Ministério Público Federal tem um prazo de cinco dias para oferecer um recurso de apelação da sentença. Sobre uma possível anulação do inquérito, ele disse ter a plena convicção de que a condenação será mantida. “Temos um processo de 18 volumes que comprova a culpa dos réus”, afirmou.

O promotor defendeu durante todo o tempo a atuação do juiz Fausto De Sanctis, que, segundo ele, está apto a atuar no caso e emitiu uma condenação imparcial. De Grandis também disse que a sentença pode ser considerada uma vitória, pois reflete a eficácia da investigação.

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