01/12 - 15:57 , atualizada às 16:13 01/12 - Redação
RIO DE JANEIRO – No Dia Mundial da Luta contra a Aids, o Brasil ainda apresenta altas taxas de infectados pela doença. Desde 1980 até este ano, foram registrados mais de meio milhão de pessoas portadoras do HIV e estima-se que este número seja ainda maior, chegando a casa dos 600 mil.
O Ministério da Saúde lançou a campanha “Sexo não tem idade, proteção também não”, que tem como foco, heterossexuais acima dos 50 anos de idade.
Dados do Programa Nacional de DST e Aids indicam que 70% da população com mais de 50 anos é sexualmente ativa. No entanto, apenas 22,3% fazem uso do preservativo nas relações. Entre os anos de 1996 e 2006, a quantidade de homens heterossexuais infectados dobrou naquela faixa de idade dobrou.
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No Rio, pessoas se reúnem no Cristo para o Dia Mundial contra a Aids |
Em todo o Estado do Rio de Janeiro, 46 cidades, incluindo a capital, aderiram à campanha “Fique Sabendo”, que vai até o dia 5 de dezembro e é promovida pela Secretaria de Saúde e Defesa Civil (Sesdc). O programa possibilita o diagnóstico rápido da doença, garantindo sigilo e privacidade a quem se consultar.
Segundo Alexandre Chieppe, coordenador da campanha de combate a Aids da Sesdc, “é grande o número de pessoas não diagnosticadas no Rio de Janeiro que não sabem do seu status sorológico para começar a receber tratamento”. Sobre o atual perfil da doença no estado, Chieppe declarou que novas contaminações vêm ocorrendo na Baixada Fluminense, devido à interiorização da doença.
De acordo com o estudo realizado pelo Ministério da Saúde, em 2007, o diagnóstico precoce, seguido do acesso a medicamentos anti-retrovirais e do acompanhamento clínico adequado contribuíram para aumentar a sobrevida dos pacientes.
No Brasil, a maioria dos casos ainda incide sobre a faixa etária de 25 a 49 anos. A epidemia no país é considerada estável, sendo que a média anual de casos entre 2000 e 2006 é de 35.384 casos. Em relação ao HIV, a estimativa é de que existam 630 mil pessoas infectadas.
Entre 1980 e junho de 2008, foram registrados 506.499 casos no País, sendo que, nesse período, ocorreram 205.409 mortes em decorrência da infecção pelo vírus. Do acumulado, a região Sudeste é a que tem o maior percentual de notificações: 60,4% (305.725 casos). Porém a sobrevida das pessoas que vivem com Aids nas regiões Sul e Sudeste dobrou entre 1995 e 2007, sendo que o tempo médio de vida de adultos passou de 58 meses para mais de 108 meses.
A doença no Brasil vem se estabilizando, apesar de ainda ter índices altos. Em 2000, a média era que para cada 100 habitantes, existiam 26,3 casos. Em 2006, a taxa se elevou para 28,3.
Na opinião da diretora do Programa Nacional de DST e Aids Mariângela Simão, as intervenções ocorridas ao longo dos anos deram impacto ao programa de prevenção brasileiro. Para ela, a doença já não é mais uma “sentença de morte”.
“Os resultados dos estudos de sobrevida são uma prova disso. Países como o Brasil, que optaram pelo acesso universal ao tratamento na década de 1990, determinaram a mudança na história natural da doença. Em pouco mais de dez anos, a Aids deixou de ser uma sentença de morte”, disse Mariângela
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