29/11 - 03:29 , atualizada às 13:33 29/11 - Redação com Agência Brasil
SANTA CATARINA - O novo balanço divulgado pela Defesa Civil de Santa Catarina informou que já chega a 109 o número de mortos em razão das chuvas que há cerca de 60 dias castigam a Região Leste do Estado.
Segundo o boletim divulgado às 9h46 deste sábado, 27.410 pessoas estão desabrigas e de 51.297 estão desalojadas. Há 19 desaparecidos confirmados e acredita-se que 1.500.000 tenham sido afetados pelas enchentes.
| AP |
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| Morador vê casa destruída após enchentes; mais de 24 mil estão desabrigados |
A Secretaria de Educação de Santa Catarina anunciou, nesta sexta-feira, o fim do ano letivo nos municípios afetados pelas enchentes da última semana.
As atividades foram encerradas nas unidades escolares de Educação Infantil (CIs e Pré-Escolas) da rede pública estadual e nas 1as e 2as séries dos Anos Iniciais das Escolas de Ensino Fundamental.
A determinação também vale para alunos da 3a e da 4a série que já tenham atingido média final 5,0 e frequência de 75% do total de aulas prevista, no mínimo. Os alunos que não se enquadrarem nesse perfil deverão ser chamados pelas escolas para atividades de recuperação e nova avaliação.
'Cenário pós-guerra'
Volnei José Morastoni, prefeito de Itajaí, um dos locais mais atingidos pela chuva, afirmou que as ruas do centro da cidade se comparam a “um cenário pós-guerra”.
| Agência Brasil |
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| Lixo e entulho tomam as ruas do Estado |
Ao fazer um levantamento das perdas causadas pelas chuvas no município, Morastoni disse que grande parte dos 170 mil habitantes ficou sem casa, móveis, carro. Segundo o prefeito, os prejuízos ainda não foram contabilizados e a prioridade está sendo o atendimento à população.
“Mas podemos adiantar que das 48 creches do município, 21 ficaram totalmente destruídas, oito unidades de saúde tiveram perda total, escolas estão fechadas e sem condições de funcionar. Todo o sistema viário foi destruído. O Porto de Itajaí, maior terminal de movimentação de cargas congeladas do país, responsável por cerca de 90% da economia do município, teve que ser fechado”, disse.
De acordo com o prefeito, os recursos dos governos federal e estadual estão chegando e sendo aplicados imediatamente, por exemplo, em programas emergenciais para a população reconstruir suas casas.
Para ele, no entanto, os recursos mais importantes são os da solidariedade. “Até ontem não tínhamos alimentos, as pessoas reclamavam de fome, de repente começaram a chegar carretas lotadas, vindas de todo o país”, disse o prefeito.
Segundo Morastoni, seis mil pessoas ainda estão nos abrigos improvisados em escolas, igrejas e centros de eventos. Outras três mil formam filas em busca de alimentos, roupas, remédios e água mineral.
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