21/11 - 13:32 - Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias
DISTRITO FEDERAL - A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, na última quarta-feira, uma quadrilha de camaroneses acusada de aplicar o "golpe do dólar negro". Os criminosos conseguiram R$ 52 mil de um comerciante local para comprar um produto importado da Austrália que, em contato com pedaços pretos de papel no formato de cédulas, eliminaria a tinta preta e revelaria US$ 2 milhões.
Parte do valor ficaria com o comerciante, que resolveu denunciar a quadrilha quando lhe pediram mais R$ 30 mil para concluir a transação. Foram presos em flagrante Leopold Foche Kamga, 36 anos, Martin Belomo, 48, e Clebert Nzepe, 34, quando tentavam pegar a outra parte do dinheiro.
A Polícia acredita que a quadrilha atuava no Distrito Federal, em São Paulo, Minas Gerais, além de outros Estados que ainda estão sob investigação. A explicação dada pela quadrilha às vítimas era de que os dólares eram pintados de preto para sair de países africanos e entrar ilegalmente no Brasil. O crime era descoberto quando os integrantes do grupo desapareciam após obter o dinheiro para a compra do "produto importado".
Durante a ação os policiais encontraram cofres e malas com papéis pretos em formato de notas, tinturas diversas, tubos de vidro e de alumínio. Também foram aprendidos aparelho de luz negra, embalagem contendo pó cinza, rolos de algodão, luvas cirúrgicas, notebooks, além de outros materiais utilizados no golpe. Os autores foram autuados pelos crimes de formação de quadrilha e tentativa de estelionato. A pena pode chegar a oito anos de detenção.
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