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José Maranhão lamenta só poder governar o estado da Paraíba por dois anos

21/11 - 14:08 - Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias

O senador José Maranhão (PMDB) lamentou nesta sexta-feira o fato de que só poderá governar a Paraíba por dois anos, e não quatro – tempo constitucional de um mandato no Poder executivo. Isso porque, na sexta-feira, quase dois anos depois de empossados os vencedores das eleições de 2006, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu pela cassação de Cássio Cunha Lima (PSDB), governador do Estado.

 

Cunha Lima teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral, sob acusação de ter distribuído 35 mil cheques nominais a eleitores por meio de programa assistencial mantido pela Fundação de Ação Comunitária. Como o vice-governador do Estado também foi cassado pelos mesmos crimes, quem assumirá o cargo é o segundo colocado das eleições, o senador Maranhão.

“Os mandatos têm prazos. E esses prazos são irrecuperáveis. Mesmo provado os crimes de extorção, o candidato prejudicado não tem ressarcimento do tempo perdido”, observou.

Maranhão adianta que só renunciará do cargo de senador quando o acórdão da cassação de Cássio Cunha Lima for publicado. A expectativa do senador é que isso ocorra até a próxima quarta-feira. Quem assumirá o Senado pela Paraíba, no lugar do novo governador, é o suplente Roberto Cavalcanti, também do PMDB.

Cunha Lima ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, como a decisão do TSE é suspensiva, o governador é obrigado a apelar da decisão deposto do cargo. Perguntado sobre a possibilidade de perder a cadeira que ocupa no Senado e acabar também sem o governo do Estado, no caso de o Supremo decidir em favor de Lima, Maranhão disse não acreditar nesta possibilidade. “Acredito na Justiça”, afirmou.

Denúncia

Em 2007, quando o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) renunciou à presidência do Senado, José Maranhão se lançou candidato à vaga do colega. Denúncias publicadas pela imprensa, porém, deram cabo de que o senador da Paraíba possuía cerca de 28 mil cabeças de gado não declaradas no Imposto de Renda.

Hoje, Maranhão se defendeu mais uma vez das acusações. “Todos os meus bens estão declarados. Mas, claro, que todos os homens públicos estão sujeitos à leviandade de seus adversários”, disse.

Leia mais sobre: Cássio Cunha Lima





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