21/11 - 14:12 - Redação com agências
RIO DE JANEIRO - A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, negou, nesta sexta-feira, ter recebido convite formal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer à presidência da República em 2010, mas ressaltou que o momento é do crescimento da participação das mulheres em todos os cargos.
Na semana passada, em Roma, Lula disse que gostaria que, depois dele, o Brasil fosse governado por uma mulher, e apontou Dilma Rousseff como a pessoa adequada. Lula foi mais além e disse que indicaria o nome de Dilma ao PT para ser candidata a sua sucessão.
Apesar da declaração explícita, Dilma foi cautelosa e considerou que Lula fez apenas um raciocínio hipotético. A ministra, porém, se disse "gratificada" pela citação do presidente.
"Obviamente, qualquer pessoa se sente bastante gratificada em ser pensada para um cargo dessa magnitude. Agora, não há ainda um posicionamento definitivo a respeito, quando ocorrer a gente se manifesta", disse ela a jornalistas em evento de premiação do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef).
Dilma frisou que o presidente não lhe fez nenhum convite e evitou se estender no assunto, alegando que qualquer comentário maior seria prematuro.
A ministra foi ao evento do Ibef prestigiar a diretora de gás e energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, que ganhou o prêmio de Executiva do ano.
Em uma referência ao presidente eleito nos Estados Unidos, Barack Obama, ela comentou que "esse século 21 é o século dos negros e das mulheres. Isso é muito bom para o mundo, não é uma questão individual minha, da Graça, mas vai ocorrer também nas redações, nas empresas, reflete uma mudança de comportamento", afirmou.
*Com informações da Reuters e Agência Estado
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